Publicado em 9 de agosto de 2026 às 16:57
Neste domingo (9), Dia dos Pais, Sven Rocha dos Santos esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para reconhecer o corpo do pai, Alessandro Rocha, piloto que morreu no sábado (8) após a queda de um helicóptero próximo à Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Dois dias antes da tragédia, pai e filho haviam antecipado a comemoração da data com um churrasco em família.>
Sven contou que a decisão de antecipar o Dia dos Pais aconteceu porque ele teria um compromisso no domingo e não conseguiria passar a data com Alessandro. Na quinta-feira (6), os dois foram ao supermercado, compraram carne, linguiça, pão e frango e prepararam um churrasco ao lado da família.>
“Eu estaria em um evento e não conseguiria passar o Dia dos Pais com ele. Mas adiantamos para quinta-feira. Estava com a minha noiva, passamos no supermercado, compramos carne, linguiça, pão e franguinho e fizemos um churrasco em família junto, graças a Deus”, relatou.>
No sábado (8), Sven estava almoçando quando recebeu uma ligação de um amigo. A entonação da voz chamou sua atenção e fez com que ele desconfiasse de que alguma coisa grave havia acontecido. Ao mesmo tempo, uma televisão próxima exibia a notícia sobre a queda de um helicóptero no Rio.>
“Pela entonação da voz, eu achei esquisito e tinha uma televisão na frente e vi acidente de helicóptero e falei: ‘Meu pai morreu’”, contou.>
Alessandro Rocha era instrutor de voo havia mais de 20 anos e, segundo o filho, acumulava muitas horas de experiência como piloto. Sven afirmou que o pai era conhecido pela seriedade no trabalho e ajudou a formar outros profissionais da aviação ao longo da carreira.>
“Desde que me entendo por gente sou o filho do comandante Rocha. O instrutor ensina outras pessoas. Pessoas de referência passaram pelo meu pai, conseguiu encaminhar pessoas para empresas. Era um homem que não brincava, que era sério no trabalho”, afirmou.>
Alessandro deixou três filhos: Sven, o mais velho, Maria, de 2 anos, e Benício, de apenas 3 meses.>
Além de Alessandro, três colombianas da mesma família morreram na queda. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, filha de Rocio, e Sofia Murillo, de 17, filha de Wendy e neta de Rocio, estavam a bordo para realizar um voo panorâmico quando a aeronave caiu.>
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi acionado às 11h11 de sábado para atender à ocorrência. Os destroços do Robinson R44, de prefixo PP-MFS e operado pela empresa VRP, foram localizados por equipes do Grupamento de Operações Aéreas.>
A aeronave caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate e localização dos corpos.>