Flávio Bolsonaro atribui tarifa dos EUA ao discurso de Lula sobre relações externas

Senador afirmou que medida anunciada pelos Estados Unidos seria consequência da postura adotada pelo governo brasileiro diante da gestão norte-americana.

Publicado em 2 de junho de 2026 às 17:40

Senador afirmou que medida anunciada pelos Estados Unidos seria consequência da postura adotada pelo governo brasileiro diante da gestão norte-americana.
Senador afirmou que medida anunciada pelos Estados Unidos seria consequência da postura adotada pelo governo brasileiro diante da gestão norte-americana. Crédito: Reprodução 

Nesta terça-feira (2), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros é resultado da condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas relações com o país norte-americano. A declaração foi feita após o anúncio da medida pelo governo dos Estados Unidos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio negou qualquer relação entre a decisão e sua recente viagem a Washington D.C. O senador argumentou que a investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que embasa a proposta de taxação, teve início em julho de 2025, antes de sua visita ao país no fim de maio.

Segundo o parlamentar, a medida seria consequência do que classificou como um posicionamento agressivo do governo brasileiro em relação aos Estados Unidos. Flávio também criticou declarações de Lula sobre temas econômicos internacionais e afirmou que compromissos assumidos pelo presidente brasileiro não teriam sido cumpridos.

A coincidência entre o anúncio das novas tarifas e a viagem do senador aos Estados Unidos gerou críticas de integrantes da base governista. Durante agenda em Goiás, Lula acusou Flávio Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atuarem contra os interesses do país e fez críticas diretas ao senador.

Em resposta, Flávio afirmou que o presidente estaria reagindo de forma exagerada à situação. O parlamentar disse ainda que pretende encaminhar uma carta ao presidente Donald Trump pedindo que empresas brasileiras não sejam afetadas pela nova cobrança.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o senador declarou que solicitou diretamente ao governo norte-americano que não fossem impostas novas tarifas aos produtos brasileiros. Segundo ele, caso seja eleito presidente, pretende negociar com os Estados Unidos em condições de igualdade.