Publicado em 5 de maio de 2026 às 09:41
Uma megaoperação deflagrada nesta terça-feira (5) colocou o foco das autoridades no rastro do dinheiro vivo e nas transações bancárias de uma poderosa organização criminosa. A Operação Consorte, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), mobilizou 108 agentes federais e civis para cumprir ordens judiciais simultâneas em solo cearense e na capital mineira, Belo Horizonte. O objetivo principal é asfixiar o poder econômico do grupo, que movimentou mais de R$ 500 milhões em esquemas suspeitos de ocultação de bens.>
As investigações apontam que a quadrilha utilizava mecanismos sofisticados para lavar dinheiro e "limpar" recursos obtidos de forma ilícita. Ao todo, a Justiça Eleitoral expediu 27 mandados de busca e apreensão e seis ordens de prisão, executados por equipes espalhadas estrategicamente para evitar fugas ou a destruição de provas. Esta nova fase é um desdobramento direto da Operação Traditori, investigação anterior que já havia resultado na prisão de figuras políticas envolvidas com esquemas criminosos na região.>
Para dar conta da complexidade do caso, a Ficco unificou o trabalho de diversas instituições, incluindo a Polícia Federal, as polícias Civil e Militar do Ceará e a Polícia Rodoviária Federal. Essa união de esforços busca não apenas prender os envolvidos, mas desmantelar a estrutura financeira que permite que o crime organizado continue operando além das fronteiras estaduais.>
Até o momento, as equipes policiais permanecem nas ruas realizando buscas e coletando documentos que possam revelar novos braços da organização. O foco agora é entender como meio bilhão de reais circulou sem levantar suspeitas imediatas e quem são os verdadeiros beneficiários dessa gigantesca engenharia financeira.>