Funcionária de creche investigada por agredir bebê de 6 meses é encontrada morta em São Paulo

Suspeita de 51 anos foi localizada pelo marido na madrugada desta quarta-feira (1º) na cidade de Cesário Lange.

Publicado em 1 de julho de 2026 às 12:50

Funcionária de creche investigada por agredir bebê de 6 meses é encontrada morta em São Paulo
Funcionária de creche investigada por agredir bebê de 6 meses é encontrada morta em São Paulo Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma investigação sobre violência infantil no interior paulista tomou um rumo inesperado e trágico. Uma funcionária pública de 51 anos, que estava sendo investigada pela Polícia Civil por agredir uma bebê de apenas 6 meses dentro de uma creche municipal de Cerquilho, foi encontrada morta na madrugada desta quarta feira (1º).

O corpo da mulher foi localizado por seu companheiro na varanda da residência da família, situada no município vizinho de Cesário Lange, a cerca de 33 quilômetros de distância de onde o caso teria ocorrido. O episódio foi registrado pelas autoridades locais como suicídio consumado, e a identidade da investigada está sendo preservada pela reportagem.

O caso havia ganhado repercussão geral na terça feira (30), quando vieram a público imagens chocantes do circuito interno de monitoramento da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato. As gravações, datadas do dia 23 de junho, registraram o momento em que a bebê de colo estava brincando e, de forma repentina, recebeu um tapa forte diretamente no rosto desferido pela funcionária, caindo no chão com o impacto. Minutos após a primeira agressão, a mesma profissional foi filmada empurrando um pano com bastante força contra a face da menina.

Assim que teve acesso ao conteúdo da mídia, a delegacia de Cerquilho abriu um procedimento investigativo de urgência. O delegado responsável pelo caso, Emerson Jesus Martins, informou que solicitou formalmente a prisão da mulher à Justiça logo após analisar as cenas, mas o pedido de prisão preventiva ainda aguardava a análise do Poder Judiciário.

Com o estouro do escândalo, a polícia também passou a apurar se a conduta agressiva da funcionária era recorrente e se outras crianças atendidas pela instituição de ensino também teriam sido vítimas de maus tratos. A Prefeitura de Cerquilho foi questionada sobre o ocorrido e sobre as medidas tomadas, mas ainda não enviou um posicionamento oficial.

Mesmo com o encerramento das apurações em relação à funcionária, a Polícia Civil alertou que o canal de denúncias segue aberto para a comunidade. O delegado Emerson Jesus Martins fez um apelo público para que qualquer família moradora da cidade que suspeite ou note indícios de abusos sofridos por seus filhos compareça imediatamente à delegacia para formalizar um boletim de ocorrência.

O chefe da apuração reiterou o compromisso da Polícia Judiciária com a ordem pública e, principalmente, com o acolhimento e a integridade física das crianças e demais pessoas em situação de vulnerabilidade na região.