Publicado em 1 de julho de 2026 às 12:31
Um caso de extrema gravidade chocou a comunidade de Sarandi, no norte do Paraná. Um pai de santo de 53 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil sob a acusação de estupro, cárcere privado e violência doméstica praticados contra a sua própria filha. A captura aconteceu na última segunda-feira (29) e abriu caminho para uma investigação ainda mais ampla. Além dos crimes brutais cometidos no ambiente familiar, o homem passou a ser formalmente investigado por importunação sexual contra mulheres que frequentavam a tenda de umbanda na qual ele exercia a função de líder religioso.>
A complexidade do caso sugere que o número de vítimas pode ser alarmante. Até o momento, as autoridades policiais do Paraná concentram os trabalhos em três boletins de ocorrência formalizados, mas o fluxo de denúncias não para de crescer, com relatos de pelo menos 15 mulheres que afirmam ter sofrido algum tipo de abuso por parte do suspeito.>
Segundo os investigadores da delegacia local, o acusado se aproveitava da forte ascendência psicológica, do respeito espiritual e da posição de liderança que detinha dentro do terreiro para constranger, intimidar e subjugar as vítimas, facilitando a execução dos atos ilícitos.>
O ponto de partida para desmantelar a conduta do suspeito veio à tona com o depoimento corajoso da filha do investigado. Hoje adulta, ela relatou à polícia ter sido estuprada pelo próprio pai quando tinha apenas 15 anos de idade, vivendo sob ameaças e privação de liberdade dentro de casa.>
Somado a isso, outra situação grave envolvendo menores foi anexada ao inquérito: uma adolescente procurou uma das frequentadoras fixas do espaço religioso para desabafar, revelando que o pai de santo havia feito investidas verbais explícitas, afirmando que desejava “dormir com ela”.>
Diante do conjunto de provas iniciais e do risco que o acusado representava para as testemunhas e para a ordem pública, o Poder Judiciário determinou a manutenção de sua prisão por tempo indeterminado. O líder espiritual permanece recolhido em uma unidade prisional da região e segue à disposição da Justiça.>
A Polícia Civil mantém o canal aberto para acolher novos depoimentos de possíveis vítimas que antes tinham medo de denunciar, garantindo sigilo absoluto para o prosseguimento do caso.>