Fundo de investimento da Reag envia R$ 33,9 milhões a offshore e chama atenção por suposto envolvimento de Toffoli

Offshore garante alta valorização e esconde origem do dinheiro

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 12:07

Ministro do STF, Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Ministro do STF, Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Crédito: STF - Divulgação

O fundo de investimentos Arleen, administrado pela Reag Investimentos, gestora sob suspeita de participação de aplicar fraudes bilionárias no escândalo do Banco Master, foi encerrado de forma abrupta no final de 2025, em meio a um contexto de investigações graves que envolvem lavagem de dinheiro e possíveis ligações com a facção criminosa PCC.

O fundo conta com apenas um cotista e tem histórico de depósitos milionários em empresas ligadas a irmãos e primo do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. A investigação descobriu que há a participação no resort Tayayá e na incorporadora DGEP, o fundo transferiu R$ 33,9 milhões em cotas para um paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas, destino fiscal usado para ocultar patrimônio e driblar fiscalização e cobrança de impostos.

As operações em offshore promovem alta valorização em curto prazo, ecoa exatamente no modelo de “ciranda financeira” apontado pela Polícia Federal e pelo Banco Central no caso do Banco Master, para driblar e blindar manobras de recursos de origens questionáveis.

A investigação é mais grave pelo fato de Dias Toffoli ser o relator do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal, ou seja, isso releva conflito de interesse que compromete a imparcialidade da Justiça. Enquanto parentes do ministro se beneficiaram de investimentos de origem financeira sob suspeita, com aportes que chegaram a R$ 20 milhões no resort familiar via fundos interligados ao dono do Master, Daniel Vorcaro, o encerramento do fundo de investimento Arleen e a migração para offshore traduzem uma manobra desesperada de apagar rastros do dinheiro durante a investigação do maior escândalo financeiro do país.

A falta de transparência, o silêncio da família Toffoli e da Reag, e o uso de estruturas opacas em paraísos fiscais alimentam a percepção de que o sistema privilegia quem está no poder, minando a credibilidade das instituições, e, levantando sérias dúvidas sobre a lisura das relações entre judiciário, família presidencialista e esquemas financeiros suspeitos.

Com informações de SBT News