Furtos em aeroportos disparam e câmeras mostram ação silenciosa de criminosos

Casos cresceram mais de 20% nos principais aeroportos de São Paulo, com Guarulhos concentrando a maior parte das ocorrências registradas neste ano.

Publicado em 19 de maio de 2026 às 14:39

Casos cresceram mais de 20% nos principais aeroportos de São Paulo, com Guarulhos concentrando a maior parte das ocorrências registradas neste ano.
Casos cresceram mais de 20% nos principais aeroportos de São Paulo, com Guarulhos concentrando a maior parte das ocorrências registradas neste ano. Crédito: Reprodução 

Nos primeiros meses deste ano, os furtos em aeroportos aumentaram mais de 20% nos três principais terminais de São Paulo, segundo dados da polícia. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, conhecido como Cumbica, concentra a maioria das ocorrências e aparece como principal alvo da atuação de quadrilhas especializadas em levar malas, mochilas e pertences de passageiros distraídos.

Imagens de câmeras de segurança mostram como os criminosos agem sem levantar suspeitas. Em um dos flagrantes, um homem observa um passageiro distraído enquanto ele tomava café e mexia no celular. Aproveitando o descuido, o suspeito se aproxima, troca a mochila da vítima pela dele e sai caminhando normalmente pelo terminal.

Outro caso registrado em Guarulhos mostra um casal que havia acabado de chegar de um voo internacional. Após colocarem as bagagens no carro, uma mala acabou esquecida na calçada. Pouco depois, um homem em um veículo identificado como táxi percebeu o objeto, colocou a bagagem no automóvel e deixou o local.

Ao todo, 501 furtos foram registrados nos três principais aeroportos paulistas apenas no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Polícia Civil, 33 pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes já foram presas.

De acordo com os investigadores, muitos criminosos circulam pelos aeroportos fingindo ser passageiros comuns para não chamar atenção. O delegado Luiz Alberto Guerra explicou que os suspeitos costumam usar mochilas, malas e roupas típicas de viajantes para se misturar ao público.

A polícia afirma que esse tipo de crime é difícil de impedir antes da ação acontecer, já que os suspeitos aproveitam pequenos momentos de distração das vítimas. Após o registro da ocorrência, investigadores analisam imagens das câmeras de segurança para identificar os movimentos dos envolvidos.

Especialistas orientam passageiros a manterem bolsas e malas sempre próximas, evitar deixar pertences desacompanhados e usar cadeados para reforçar a segurança. A aposentada Marina Moura contou que o maior medo é perder documentos pessoais durante uma viagem. Já a professora Luzimar disse que costuma prender uma bolsa na outra para dificultar a ação de criminosos.

Desde o início deste mês, as penas para furto ficaram mais rígidas após a entrada em vigor de uma nova lei. A punição máxima passou de quatro para seis anos de prisão.