Publicado em 10 de setembro de 2026 às 11:41
O bolso do motorista vai sentir um alívio leve, mas real, na hora de abastecer. A partir desta quinta-feira (10), a Petrobras encerra o desconto de R$ 0,44 por litro que aplicava na gasolina A (o combustível em seu estado puro) para as distribuidoras, fazendo com que essa parcela passe a custar R$ 3,05.>
Apesar dessa alta na origem, o consumidor não vai pagar mais caro: um decreto assinado pelo governo federal reduziu em R$ 0,63 os tributos federais sobre o produto. Com o balanço dessas contas, o preço final da gasolina nas bombas ficará R$ 0,19 mais barato em relação ao valor cobrado até a última quarta-feira (9).>
A mudança no preço faz parte de um pacote de medidas do Executivo para segurar o custo dos combustíveis em meio à pressão internacional, com o petróleo Brent voltando a superar a marca de 100 dólares o barril devido aos conflitos no Oriente Medio um cenário delicado, considerando que o Brasil importa mais de um quarto do diesel que consome. Além de mexer na gasolina, o novo decreto zera os impostos federais sobre o etanol hidratado, gerando uma redução de R$ 0,19 por litro no biocombustível.>
O governo também publicou uma medida provisória que garante um subsídio de R$ 1 por litro para o diesel, somando-se a outro benefício vigente para conter disparadas no setor de transportes.>
Antes das novas regras, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontavam que a média nacional da gasolina estava em R$ 6,51 por litro, enquanto o diesel S-10 custava R$ 6,88 e o etanol, R$ 3,95.>
Para o consumidor que quer saber para onde vai cada centavo pago no posto, o preço final é o resultado de uma divisão de custos. Na gasolina, 27,3% do valor ficam com as refinarias, 24,6% vão para a distribuição e revenda, 24,1% são de impostos estaduais, 13,7% cobrem o custo do etanol anidro misturado ao produto, e 10,3% correspondem aos impostos federais. No caso do diesel, o peso da refinaria é maior: 41,1%, seguido por 25,9% de distribuição e revenda, 17,0% de impostos estaduais, 11,3% de biodiesel e 4,7% de tributos federais.>