Governo Lula critica proposta de tarifa dos EUA e cita Lei da Reciprocidade

Palácio do Planalto afirma que poderá adotar medidas para proteger a economia brasileira caso a cobrança sobre produtos nacionais seja confirmada.

Publicado em 2 de junho de 2026 às 13:49

Palácio do Planalto afirma que poderá adotar medidas para proteger a economia brasileira caso a cobrança sobre produtos nacionais seja confirmada.
Palácio do Planalto afirma que poderá adotar medidas para proteger a economia brasileira caso a cobrança sobre produtos nacionais seja confirmada. Crédito: Reprodução 

Nesta terça-feira (2), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a conclusão da investigação comercial dos Estados Unidos que propõe a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelo país. Em nota oficial, o Palácio do Planalto voltou a atribuir a iniciativa à atuação da família Bolsonaro e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à medida.

Segundo o comunicado, o governo brasileiro espera que a recomendação não seja transformada em tarifa efetiva, mas reforçou que adotará ações para minimizar possíveis impactos na economia nacional, nos empregos e na renda da população.

“O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros”, diz a nota.

O texto também destaca a necessidade de defesa da soberania nacional e dos interesses do país. Para o governo, é preciso manter atenção a quem atua contra os interesses brasileiros e fortalecer a proteção da economia nacional.

A investigação foi conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo utilizado para apurar supostas práticas desleais de comércio. Embora mais de 70 países estejam sob análise, apenas o Brasil teve a conclusão da investigação divulgada nesta semana.

Na avaliação do Palácio do Planalto, a medida representa uma tentativa de interferência em assuntos internos do Brasil. O governo também afirma que a investigação, iniciada em julho de 2025, ocorreu após provocação da família Bolsonaro.