Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 18:45
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por causa de um vazamento de fluido de perfuração ocorrido no mar, na região da Foz do Amazonas.>
O incidente aconteceu no dia 4 de janeiro, durante uma operação do Navio-Sonda 42 (NS-42), que perfurava um poço chamado Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Segundo o Ibama, foram despejados no oceano aproximadamente 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa, usado na exploração de petróleo e gás.>
A Petrobras informou que identificou a perda do fluido em duas linhas auxiliares, tubulações que ligam o navio ao poço, e decidiu interromper imediatamente a perfuração. As tubulações foram levadas à superfície para avaliação e reparo, e a empresa afirmou que o vazamento foi rapidamente contido.>
De acordo com o Ibama, o material derramado é uma mistura oleosa classificada como de risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático, conforme a legislação ambiental. A multa foi aplicada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), ligado à Diretoria de Proteção Ambiental do órgão.>
Mesmo com a penalidade, a atividade foi retomada nesta semana após autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A liberação ocorreu com a imposição de várias exigências técnicas e ambientais, dentro de critérios considerados rigorosos para esse tipo de operação.>
Em nota ao g1, a Petrobras confirmou que recebeu o auto de infração e afirmou que vai adotar as medidas cabíveis. A empresa reforçou que o fluido vazado é biodegradável, não tóxico, não persistente no meio ambiente e não se acumula em organismos vivos, segundo a ficha de segurança do produto.>
A Petrobras tem agora um prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa ao Ibama.>