Publicado em 3 de novembro de 2026 às 12:32
Destruir o maquinário no próprio local do crime virou a principal arma do Estado para inviabilizar a logística da extração mineral clandestina na Amazônia. Imagens recentes dessas fiscalizações mostrando dragas e embarcações em chamas geraram grande repercussão pública nesta segunda-feira (2), impulsionando o nome do Ibama ao topo dos tópicos mais discutidos nas redes sociais.>
A queima das estruturas impede que os equipamentos pesados sejam reativados por redes criminosas. Só na Operação Xapiri Mebêngôkré, realizada no Pará em junho, os danos financeiros impostos aos infratores ultrapassaram a marca de R$ 33 milhões.>
Ofensivas semelhantes, como a Operação Nêmesis em Rondônia e a Operação Hidra Dourada no Amazonas, retiraram de circulação dezenas de balsas, motores e barcos de apoio em trechos decisivos do Rio Madeira e seus afluentes. Essas intervenções drásticas integram uma engrenagem de fiscalização em larga escala.>
Dados oficiais do Relatório de Gestão de 2025 mostram que o Ibama promoveu mais de 22,3 mil ações pelo Brasil, resultando em cerca de 14,6 mil autos de infração. No total, os autos de infração contra crimes ambientais aplicados pelo órgão em todo o território nacional ultrapassaram a marca de R$ 3,68 bilhões.>