Publicado em 27 de março de 2026 às 22:12
O Brasil registra um aumento expressivo nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, acumulando 24.281 notificações, das quais 38,9% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, impulsionado sobretudo por três agentes: influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o Boletim InfoGripe, da Fiocruz.>
Entre crianças e adolescentes, o avanço do rinovírus é o principal motivo das internações, especialmente na faixa dos 2 aos 14 anos, com impacto significativo em praticamente todas as regiões do país. Já entre os menores de 2 anos, o VSR continua sendo o vírus mais preocupante, elevando o número de quadros graves no Norte, em parte do Nordeste e no Centro-Oeste. Em alguns estados, como Distrito Federal e Minas Gerais, o metapneumovírus também aparece como causa relevante de hospitalizações.>
O influenza A, por sua vez, mostra tendência de crescimento em estados do Nordeste, além de pontos do Norte, Sudeste e Centro-Oeste. Diante desse quadro, a Fiocruz reforça a necessidade de vacinação dos grupos mais vulneráveis — idosos, imunocomprometidos e crianças —, com campanha iniciando no dia 28. Para regiões mais afetadas, a recomendação inclui uso de máscaras em ambientes fechados e cuidados redobrados em caso de sintomas, como manter isolamento ou, se não for possível, utilizar proteção adequada, a exemplo de PFF2 ou N95.>