Influenciadora é presa após forjar próprio sequestro para ganhar seguidores

Investigação apontou que história divulgada nas redes sociais era falsa e fazia parte de estratégia para engajamento nas redes sociais.

Publicado em 25 de março de 2026 às 17:14

(O caso foi investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.)
(O caso foi investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A influenciadora Monniky Fraga foi presa, nesta terça-feira (24), após investigações apontarem que ela forjou o próprio sequestro com o objetivo de ganhar visibilidade nas redes sociais. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Com cerca de 27 mil seguidores no Instagram, a influenciadora havia publicado, em abril de 2025, um vídeo relatando um suposto sequestro. Na gravação, ela afirmava que havia sido levada por criminosos junto com o marido, descrevendo momentos de medo e ameaças.

No relato, a mulher dizia ter passado horas em uma área de mata, temendo pela própria vida, enquanto os supostos sequestradores exigiam bens que ela costumava exibir nas redes sociais, como correntes de ouro.

Após a denúncia, a polícia iniciou apurações e identificou inconsistências na versão apresentada. Com o avanço das investigações, os agentes reuniram elementos que indicavam que o crime não havia ocorrido.

A conclusão foi confirmada após diligências e oitivas, com apoio do setor de inteligência, que apontaram que toda a situação havia sido planejada pela própria influenciadora.

A prisão ocorreu durante a Operação Cortina de Likes, deflagrada pelo Grupo de Operações Especiais. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de Igarassu, João Pessoa e Várzea Paulista.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jorge Pinto, a trama foi arquitetada de forma coordenada. Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos, de um total de três expedidos pela Justiça.

A defesa da investigada ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. O caso segue em investigação.

Com informações do portal Metrópoles