Publicado em 25 de março de 2026 às 15:57
Nesta quarta-feira (25), o governo do Irã rejeitou formalmente uma proposta de paz elaborada pelos Estados Unidos para o Oriente Médio. Segundo a rede de TV estatal Press TV, o governo iraniano não apenas declinou a oferta enviada por Washington, como também apresentou uma contraproposta própria. Teerã classificou o documento americano como "excessivo e desconectado da realidade", afirmando categoricamente que o presidente Donald Trump não será o responsável por ditar os termos do fim da guerra.>
A recusa ocorre em um momento de tensões elevadas, com o governo iraniano declarando que o plano ignora o que chamam de "fracasso americano no campo de batalha". De acordo com as autoridades de Teerã, o país manterá suas "ações defensivas" e só encerrará as hostilidades quando decidir fazê-lo e quando suas exigências específicas forem satisfeitas. Enquanto Trump alega publicamente que os iranianos "querem fazer um acordo", o Irã rebate afirmando que o presidente norte-americano está "negociando consigo mesmo".>
Embora o conteúdo oficial não tenha sido divulgado integralmente pelas partes, informações de agências de notícias e do jornal "The New York Times" indicam que o plano de Trump possui 15 pontos centrais. Entre as exigências de Washington estariam:>
Em troca, o plano ofereceria alívio de sanções econômicas e cooperação nuclear para fins civis.>
O governo do Paquistão desempenhou um papel fundamental na entrega da proposta, servindo como canal diplomático entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ofereceu seu país para sediar negociações presenciais, sugestão que foi compartilhada por Trump em suas redes sociais. Além do Paquistão, a Turquia também está envolvida no processo de mediação, e ambos os países são considerados locais possíveis para futuras reuniões entre representantes das duas potências.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>