INSS amplia análise e libera auxílio-doença sem perícia presencial para afastamentos de até 90 dias

Nova atualização do sistema Atestmed permite que segurados enviem documentação pela internet, reduzindo a burocracia e agilizando o pagamento do benefício por incapacidade temporária.

Publicado em 25 de abril de 2026 às 21:40

INSS amplia análise e libera auxílio-doença sem perícia presencial para afastamentos de até 90 dias
INSS amplia análise e libera auxílio-doença sem perícia presencial para afastamentos de até 90 dias Crédito: Reprodução/Agência Brasil

Cuidar da saúde já é um desafio por si só, e enfrentar filas burocráticas quando se está debilitado torna tudo ainda mais difícil. Pensando nisso, o Ministério da Previdência Social e o INSS anunciaram uma mudança importante que promete dar um fôlego extra para quem precisa de amparo financeiro durante a recuperação: agora, o afastamento do trabalho por até 90 dias pode ser aprovado totalmente online.

Anteriormente, o limite para essa análise documental era de apenas 60 dias. Com a ampliação, o sistema Atestmed se consolida como a principal ferramenta para desafogar as agências e oferecer conforto ao trabalhador, que não precisa mais sair de casa para passar por uma perícia física em casos de curta e média duração.

Como funciona na prática?

O processo é intuitivo e focado na agilidade digital. O segurado deve utilizar o portal ou o aplicativo Meu INSS para enviar a documentação necessária. A partir daí, médicos peritos analisam os arquivos remotamente e o veredito é disponibilizado na própria plataforma.

Para que o benefício seja concedido sem percalços, o documento médico precisa ser impecável. O INSS destaca que o atestado deve conter:

• Nome completo do paciente e data de emissão;

• Diagnóstico detalhado ou o código CID;

• Assinatura, carimbo e registro do médico;

• Prazo exato de repouso necessário.

Fique atento: Documentos com rasuras, informações incompletas ou letras ilegíveis são os principais motivos de recusa, o que acaba obrigando o cidadão a agendar uma perícia presencial.

A modernização não é apenas uma questão de conveniência, mas uma estratégia de gestão pública. A expectativa é que o novo fluxo reduza em cerca de 10% a demanda por perícias iniciais presenciais, o que pode beneficiar diretamente mais de 500 mil pessoas anualmente.

Ao migrar os casos mais simples para o ambiente digital, o INSS consegue priorizar o atendimento presencial para casos complexos e exames de longa duração, atacando um dos maiores problemas do órgão nos últimos anos: o tempo de espera na fila. É a tecnologia trabalhando para garantir que o direito do trabalhador chegue no momento em que ele mais precisa.