Atentado a ônibus deixa rastro de destruição no sudoeste da Colômbia

Em meio a uma escalada de violência que já soma 11 ataques em apenas um dia, explosão em Cauca vitima civis e mobiliza cúpula do governo colombiano.

Publicado em 25 de abril de 2026 às 21:14

Atentado a ônibus deixa rastro de destruição no sudoeste da Colômbia
Atentado a ônibus deixa rastro de destruição no sudoeste da Colômbia Crédito: Reprodução/Redes sociais

O sudoeste da Colômbia vive horas de puro terror. O que deveria ser apenas mais uma viagem pela rodovia Panamericana, uma das veias pulsantes do país, transformou-se em cenário de guerra neste sábado (25). Um artefato explosivo improvisado, conhecido localmente como "pipeta", atingiu em cheio um ônibus que trafegava pelo município de Cajibío, no departamento de Cauca. O balanço inicial é devastador: 13 mortos e pelo menos 20 feridos.

O ataque não é um fato isolado, mas o ápice de uma onda de violência que sufoca a região desde a última sexta-feira. Em apenas 24 horas, as autoridades contabilizaram 11 atentados terroristas, que miraram desde bases militares e postos policiais até áreas urbanas movimentadas.

A violência atual se concentra nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca. Para entender o contexto, essa área é historicamente disputada por grupos armados e dissidências de antigas guerrilhas. O motivo? O controle de rotas estratégicas para o tráfico de drogas e o escoamento de mercadorias.

"Os criminosos tentam gerar temor, mas a resposta é firme: não vamos permitir que comprometam a tranquilidade", afirmou o Ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, que viajou às pressas para a região com a cúpula do Exército.

O impacto da explosão foi tão severo que destruiu grande parte da estrutura do ônibus, dificultando o trabalho das equipes de resgate que correram para o local. Entre os feridos, há civis que seguiam sua rotina e acabaram no fogo cruzado de uma disputa territorial que parece longe de um fim.

Enquanto o governo tenta transmitir uma mensagem de controle e resiliência, a população local convive com o medo de que a "estratégia do terror" se espalhe por outras províncias colombianas.