Investigação aponta que idosa de 91 anos sofria abusos contínuos de pastor antes de flagrante em SP

Marcas antigas encontradas no corpo da vítima reforçam a tese de violência sistemática exercida pelo genro, que tentou burlar a tecnologia, mas acabou filmado e preso.

Publicado em 30 de junho de 2026 às 08:20

Investigação aponta que idosa de 91 anos sofria abusos contínuos de pastor antes de flagrante em SP
Investigação aponta que idosa de 91 anos sofria abusos contínuos de pastor antes de flagrante em SP Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma sequência de crimes ocultos entre quatro paredes começou a vir à tona no interior de São Paulo, trazendo indícios de que uma idosa de 91 anos, acamada e totalmente dependente de cuidados, vinha sendo violentada de forma contínua pelo próprio genro, o pastor e servidor público Dario da Conceição, de 61 anos.

Documentos oficiais da Polícia Civil revelam que o sofrimento da vítima não se limitou ao episódio que causou a prisão em flagrante do suspeito no dia 23 de junho, na cidade de Registro, localizada no Vale do Ribeira. Um depoimento crucial da neta da idosa, que é profissional de enfermagem, detalha que o corpo da avó já carregava lesões e hematomas antigos, sugerindo uma rotina de agressões silenciosas que antecediam o monitoramento eletrônico.

A descoberta do crime ocorreu graças a uma falha no plano do agressor, que agiu no momento em que a esposa e o filho saíram para uma atividade religiosa. Pensando em ocultar seus atos, o homem desligou o sinal de internet da residência para cortar a transmissão em tempo real do circuito de segurança do quarto. A neta da vítima, contudo, estranhou a queda repentina do sinal e pediu para que o pai checasse os aparelhos.

Embora o monitoramento remoto estivesse indisponível no momento do abuso, o armazenamento interno dos dispositivos continuou registrando tudo localmente. Quando o sistema foi restabelecido, os familiares puxaram o histórico de gravações e se depararam com as cenas explícitas da violência sexual.

Diante do forte conteúdo das imagens, as autoridades policiais prenderam o funcionário público imediatamente, e o Judiciário já converteu a detenção em prisão preventiva. Confrontado pela própria família na data do ocorrido, o investigado alegou amnésia, sustentando que estava deitado no sofá e que não se lembrava de absolutamente nada. No entanto, ao ser conduzido à delegacia, ele mudou de estratégia e preferiu exercer seu direito de ficar calado, informando que se manifestará apenas perante o juiz.

Para a equipe de investigação, a alegação de esquecimento cai por terra diante do ato planejado de desligar a rede de dados, configurando fortes indícios de premeditação e reiteração criminosa.