Publicado em 22 de junho de 2026 às 20:02
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou nesta segunda-feira (22), que acompanha o caso do paraense Herik Ferreira Soares, de 23 anos, capturado por forças militares russas durante a Guerra da Ucrânia. Natural de Castanhal, na Região Metropolitana de Belém, o jovem apareceu em um vídeo divulgado por canais ligados ao Exército russo relatando que teria sido enganado ao ser recrutado para atuar no conflito.>
Em nota, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Moscou está prestando assistência consular à família do brasileiro e mantém contato com autoridades russas para obter mais informações sobre sua situação.>
Segundo o ministério, a representação diplomática brasileira tem conhecimento do caso e segue acompanhando os desdobramentos junto aos familiares e às autoridades locais. O órgão ressaltou ainda que a atuação consular do Brasil é conduzida de acordo com a legislação nacional e os tratados internacionais vigentes.>
Vídeo repercutiu nas redes sociais>
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo no qual Herik aparece chorando e se identifica como morador de Castanhal. Nas imagens, ele afirma que viajou para a Ucrânia acreditando que desempenharia funções de apoio, distante das áreas de combate, mas que acabou sendo enviado para a linha de frente.>
“Vim parar na Ucrânia no intuito de um serviço na retaguarda, de trabalhar em um local seguro, e eles mentiram para mim. Me enviaram para a linha de frente, para o combate”, declarou.>
O jovem também agradeceu aos militares russos pela assistência médica recebida após sua captura e afirmou estar arrependido de ter retornado à zona de guerra.>
Mensagem à família>
Em outro trecho do vídeo, Herik envia uma mensagem à mãe e aos avós, afirmando sentir saudades dos familiares e pedindo perdão por não ter seguido os conselhos recebidos antes de viajar.>
Ele também fez um alerta para outras pessoas que consideram participar do conflito, destacando os riscos envolvidos.>
“Pense bem antes de vir para cá e perder algo bem maior que é a sua família. Não compensa vir para cá atrás de dinheiro sujo”, afirmou.>
Responsabilidade é da diplomacia brasileira>
Anteriormente, a Secretaria de Estado de Justiça do Pará (Seju) informou que o Governo do Estado não possui competência institucional para atuar diretamente no caso, uma vez que se trata de uma questão internacional. Segundo o órgão, o acompanhamento da situação é de responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores.>