Jovens são estupradas por morador de rua ao sairem de rodoviaria no DF

As vítimas aproveitaram um descuido do agressor para tomar a faca de suas mãos e fugir após o crime.

Publicado em 2 de julho de 2026 às 15:47

Duas jovens, de 20 e 21 anos, foram vítimas de um estupro na noite da última terça-feira (30), em Sobradinho, no Distrito Federal.
Duas jovens, de 20 e 21 anos, foram vítimas de um estupro na noite da última terça-feira (30), em Sobradinho, no Distrito Federal. Crédito: Reprodução/Agência Senado

Duas jovens, de 20 e 21 anos, foram vítimas de um estupro na noite da última terça-feira (30), em Sobradinho, no Distrito Federal. O crime, que ocorreu em uma área de mata densa nas proximidades de uma escola da região, mobilizou uma resposta rápida das autoridades locais.

As jovens retornavam do trabalho e haviam acabado de sair da rodoviária quando foram abordadas por um morador de rua de 42 anos portando uma faca. Sob fortes ameaças, elas foram levadas a um terreno baldio com vegetação densa, onde foram violentadas sexualmente.

O martírio das vítimas chegou ao fim quando, demonstrando enorme coragem, elas aproveitaram um descuido do agressor para tomar a faca de suas mãos e fugir. Nuas e em estado de choque, as jovens alcançaram a via pública e pediram socorro a um motorista de transporte por aplicativo, que as conduziu imediatamente até a delegacia.

Investigadores da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) iniciaram buscas intensas pela região e localizaram o suspeito escondido debaixo de um caminhão, a pouca distância do local do crime. Ao ser abordado, o homem chamou a atenção dos policiais ao afirmar, antes mesmo de ser questionado, que "não havia estuprado ninguém", caindo em contradição e reforçando a autoria do crime.

Após a detenção do suspeito, as jovens foram encaminhadas com urgência ao hospital para receber amparo médico e iniciar os protocolos padrão em casos de violência sexual, como a administração do coquetel anti-HIV.

Na delegacia, as vítimas reconheceram formalmente o homem como autor das agressões e do roubo. O agressor permanece preso em flagrante e à disposição da Justiça, enquanto o caso segue em investigação para a conclusão dos laudos periciais.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.