Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 07:53
A quarta-feira (25), começou com preocupação redobrada em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Após registrar volumes de chuva acima de 150 milímetros em apenas 24 horas, o município enfrenta agora risco muito alto de novos deslizamentos e enxurradas, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. A combinação entre solo saturado e previsão de mais chuva forte nos próximos dias mantém o cenário crítico.>
A cidade foi a mais afetada pelos temporais desta semana em Minas Gerais, com mortes confirmadas, centenas de pessoas fora de casa e decreto de estado de calamidade pública. Ruas alagadas, encostas instáveis e bairros com drenagem precária ampliam o risco de novos transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis.>
De acordo com o boletim divulgado pelo Cemaden, a Região Geográfica Intermediária de Juiz de Fora apresenta a situação mais delicada entre as áreas monitoradas no Sudeste. O excesso de água no solo favorece tanto ocorrências hidrológicas, como alagamentos e transbordamentos de córregos, quanto eventos geológicos, como deslizamentos de terra.>
O alerta é reforçado pelo Instituto Nacional de Meteorologia, que mantém aviso de grande perigo para Minas Gerais. A previsão indica possibilidade de acumulados superiores a 100 milímetros por dia em regiões como Zona da Mata, Vale do Rio Doce e áreas do sul e sudoeste do estado. O aviso também se estende ao litoral de São Paulo, todo o estado do Rio de Janeiro, Espírito Santo e extremo sul da Bahia.>
Segundo análise da meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, o volume registrado em Juiz de Fora no último domingo pode ser classificado como extremo, um tipo de ocorrência que não é comum. A tendência é de que a instabilidade continue pelo menos até sábado, 28, mantendo o risco elevado.>
Outras áreas do Sudeste também aparecem no mapa de atenção do Cemaden. Regiões intermediárias como Belo Horizonte, Barbacena e Ipatinga, em Minas Gerais, além de cidades como Petrópolis e Rio de Janeiro, no estado fluminense, e municípios do litoral paulista, estão sob alto risco para enxurradas e alagamentos. Em alguns pontos do litoral de São Paulo, os acumulados já ultrapassaram 200 milímetros em 48 horas.>
Os alertas do Cemaden são divididos em dois tipos: hidrológico, relacionado a alagamentos e inundações, e geológico, ligado a deslizamentos e quedas de barreiras. Eles podem variar entre os níveis moderado, alto e muito alto. No estágio mais grave, há possibilidade de acionamento de sirenes, retirada preventiva de moradores e mobilização de equipes de emergência.>
Diante do cenário, a orientação é que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de encosta ou locais com histórico de alagamento. Com o solo já comprometido pelo excesso de água, qualquer novo volume significativo de chuva pode agravar ainda mais a situação.>