Justiça concede liberdade a homem que mantinha adolescente em casinha de cachorro em Alagoas

Decisão ocorre em audiência de custódia; suspeito havia sido preso em flagrante por cárcere privado e maus-tratos em propriedade rural.

Publicado em 24 de abril de 2026 às 22:29

(A jovem foi encaminhada para a rede de proteção do estado, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.)
(A jovem foi encaminhada para a rede de proteção do estado, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.) Crédito: Reprodução

O crime foi descoberto nesta semana na zona rural de Canapi, sertão de Alagoas. A Polícia Civil chegou ao local após denúncias e encontrou a jovem de 16 anos em uma situação de extrema vulnerabilidade: ela era mantida pelo namorado, de 20 anos, acorrentada e confinada em uma casinha de cachorro.

A vítima apresentava sinais de desnutrição, ferimentos pelo corpo e forte abalo psicológico. Segundo as investigações preliminares, o suspeito exercia controle total sobre a adolescente, utilizando de violência física para impedir que ela deixasse a propriedade.

Apesar da gravidade dos fatos narrados pela polícia e do clamor público, o suspeito foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (24), após passar por audiência de custódia.

O magistrado responsável entendeu que, embora houvesse prova da materialidade do crime, o suspeito preenchia requisitos para responder ao processo em liberdade, como:

• Primariedade: Ausência de antecedentes criminais registrados.

• Residência Fixa: Comprovação de paradeiro para fins processuais.

Como alternativa à prisão, foram aplicadas medidas cautelares, que incluem a proibição de contato com a vítima e seus familiares, além do uso de tornozeleira eletrônica e restrições de horários.

Reações das Autoridades

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) informou que analisa os termos da soltura e pode recorrer da decisão, pleiteando a prisão preventiva para garantir a segurança da vítima e a ordem pública.

A jovem foi encaminhada para a rede de proteção do estado, onde recebe acompanhamento médico e psicológico. O Conselho Tutelar acompanha o caso para garantir que ela não retorne ao ambiente de risco.

Com informações do portal UOL