Professor é afastado após ficar nu em sala de aula no interior da Bahia

O incidente ocorreu em Juazeiro; Secretaria da Educação acionou a Corregedoria e oferecerá apoio psicológico aos estudantes.

Publicado em 24 de abril de 2026 às 19:46

(Colégio Estadual Artur Oliveira)
(Colégio Estadual Artur Oliveira) Crédito: Google Maps 

Na última quarta-feira (23), um professor de filosofia do Colégio Estadual Artur Oliveira, localizado em Juazeiro, no norte da Bahia, foi protagonista de um episódio que chocou a comunidade escolar. De acordo com relatos de alunos e testemunhas, o docente teria ficado completamente nu durante o horário de aula.

A situação foi reportada imediatamente pelos estudantes à coordenação da unidade de ensino. A gravidade do ocorrido mobilizou pais e responsáveis, que compareceram à escola para cobrar providências e medidas de segurança para os menores.

Alegação de Saúde Mental

Inicialmente, a direção do colégio informou aos familiares que medidas administrativas mais severas não puderam ser tomadas de imediato devido à existência de um laudo médico. O documento, apresentado pelo professor, indicaria que ele atravessa problemas de ordem mental. Por questões de ética e preservação, a identidade do docente não foi revelada pelas autoridades.

Em nota oficial, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) confirmou o afastamento temporário do profissional. A pasta informou que o caso já está sob análise dos órgãos competentes. A secretaria informou, ainda, que será oferecido acompanhamento psicológico aos estudantes envolvidos.

O que diz a lei

O ato de se expor sexualmente em local público ou aberto ao público, com o intuito de causar excitação ou praticar ato libidinoso, pode configurar o crime de ato obsceno (artigo 233 do Código Penal), com pena de detenção de três meses a um ano, além de outras possíveis infrações administrativas e éticas no âmbito da educação.

O caso agora segue duas frentes de análise. A primeira é a administrativa, conduzida pela Corregedoria, que avaliará a viabilidade da manutenção do vínculo do professor com o estado. A segunda é a médica, que deverá periciar o docente para determinar se o ato foi decorrente de um surto psicótico ou crise aguda de saúde mental, o que pode influenciar no desfecho jurídico e disciplinar do caso.

Com informações do portal Metrópoles