Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 20:02
A Justiça adotou uma medida pouco convencional para cobrar uma dívida milionária do empresário João Appolinário, fundador da Polishop, e autorizou a penhora de bens localizados no interior dos imóveis pertencentes ao empresário.>
A decisão foi assinada pelo juiz Renan Jacó Mota, e nela o magistrado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) destacou que, diante do alto padrão das propriedades, é provável a existência de objetos de elevado valor econômico que possam contribuir, ainda que parcialmente, para a quitação do débito.>
A determinação foi tomada após sucessivas tentativas de bloqueio de bens de Appolinário. A primeira delas, realizada por meio do sistema Bacenjud, encontrou apenas R$ 30 distribuídos entre todas as contas bancárias do empresário. A investigação ocorreu em maio de 2024, mesmo mês em que a Polishop entrou com pedido de recuperação judicial.>
Meses antes, Appolinário havia anunciado um aporte de R$ 20 milhões na empresa Decor Color, marca de tintas que conheceu ao participar do programa Shark Tank, no qual atuava como jurado. O reality show reúne empresários que avaliam propostas de novos empreendedores.>
Esse investimento foi utilizado pelos advogados da Versuni Brasil — empresa que cobra R$ 24,9 milhões de Appolinário na ação — como argumento para estender o bloqueio de bens a outras companhias das quais o fundador da Polishop é sócio. A iniciativa, no entanto, também não obteve êxito.>
O credor ainda tentou alcançar recursos em offshores vinculadas ao empresário, mas, novamente, não conseguiu localizar valores relevantes.>
Todas as tentativas frustradas de cobrar a dívida milionária levaram a justiça a adotar a penhora de bens localizados no interior dos imóveis pertencentes a João Apolinário.>