Lula anuncia envio de ajuda à Venezuela após terremotos que deixaram 188 mortos

Presidente afirmou que Brasil vai enviar água, comida, remédios e apoio técnico após tragédia sísmica no país vizinho.

Publicado em 25 de junho de 2026 às 18:22

Presidente afirmou que Brasil vai enviar água, comida, remédios e apoio técnico após tragédia sísmica no país vizinho.
Presidente afirmou que Brasil vai enviar água, comida, remédios e apoio técnico após tragédia sísmica no país vizinho. Crédito: Reprodução 

Nesta quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que conversou com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após os dois terremotos que atingiram o norte do país na quarta-feira (24) e deixaram um cenário de grande destruição.

Segundo Lula, o governo brasileiro vai enviar ajuda humanitária à Venezuela, incluindo água, alimentos, medicamentos, além de apoio de equipes como bombeiros e Defesa Civil.

“Eu falei com a presidenta Delcy de manhã, de dentro do carro, para perguntar o que a gente pode fazer. Estamos reunindo ministros para mandar tudo o que for necessário: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio”, disse o presidente durante evento em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Os tremores ocorreram em sequência e atingiram principalmente a região norte da Venezuela, incluindo áreas próximas à capital Caracas. De acordo com o último balanço divulgado pelo governo venezuelano, o número de mortos chegou a 188 pessoas, além de 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda sob escombros.

O governo também informou que aproximadamente 250 edifícios foram destruídos ou sofreram danos estruturais. O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, afirmou que o número de vítimas ainda é provisório, já que equipes seguem atuando nas áreas atingidas.

Os terremotos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram em um intervalo curto de tempo. O epicentro foi registrado na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 km de Caracas. Por serem rasos, os abalos foram sentidos com mais intensidade e provocaram maior destruição.

Na região costeira, cidades como La Guaira registraram colapsos de estruturas, e o aeroporto internacional de Caracas chegou a ser fechado. Moradores seguem mobilizados em buscas por desaparecidos, enquanto equipes de resgate tentam alcançar pessoas presas nos escombros.

Diante da tragédia, vários países, incluindo Estados Unidos e Brasil, anunciaram o envio de equipes e apoio humanitário para reforçar as operações de busca e assistência às vítimas.