Lula diz que ninguém vai “avacalhar” Nossa Senhora Aparecida durante comício em Belém

Presidente fez referência à polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e a padroeira do Brasil durante comício realizado nesta segunda-feira (28), na Praça da República

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 22:34

Lula durante discurso em Belém, no Pará.
Lula durante discurso em Belém, no Pará. Crédito: Reprodução/YouTube

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a Igreja Batista da Lagoinha e fez uma defesa de Nossa Senhora Aparecida durante o comício realizado na noite desta segunda-feira (28), na Praça da República, em Belém. Ao abordar a polêmica envolvendo a padroeira do Brasil e o candidato Flávio Bolsonaro (PL), Lula afirmou que, enquanto estiver na Presidência, não permitirá ataques à santa.

Durante o discurso, Lula também defendeu o respeito entre diferentes religiões e citou as tradições de matriz africana. Em seguida, criticou o pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, ao fazer referência às relações entre integrantes da igreja e pessoas ligadas ao caso Banco Master.

A declaração ocorreu em meio à repercussão de conteúdos que associaram Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato nega ter qualquer intenção nesse sentido. A origem da controvérsia está em um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli, que propunha alterar a legislação relacionada ao feriado de 12 de outubro. A proposta foi rejeitada e arquivada definitivamente em 2008.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral contra publicações relacionadas ao tema. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou inicialmente a remoção de mais de mil conteúdos. No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão e determinou o restabelecimento das publicações retiradas pelo mesmo fundamento, argumentando que não havia grau suficiente de certeza sobre a ilicitude das manifestações para justificar a retirada.

A controvérsia também envolveu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após acusações de participação na disseminação dos conteúdos. A entidade negou envolvimento na produção ou divulgação das publicações.