Publicado em 21 de abril de 2026 às 22:29
O sono pesado de um lutador de jiu-jítsu foi interrompido não por um golpe no tatame, mas pela voz baixa da própria esposa ao telefone com a mãe dela. O que veio depois não foi um treino. Foi um massacre.>
Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso nessa segunda-feira (20), após espancar a companheira e ferir a filha do casal, uma bebê de apenas seis meses. O motivo, segundo a Guarda Civil Municipal: irritação por ter sido acordado.>
A cena de violência aconteceu em Piracicaba, interior de São Paulo. E poderia ter sido ainda mais letal.>
A sessão de agressões>
De acordo com fontes ligadas às investigações, o lutador não conteve a fúria. A mulher teve a cabeça lançada contra uma porta. Uma das mãos foi furada por uma chave. Socos no rosto se sucederam sem trégua. Em dado momento, um dos golpes atingiu a própria filha, que estava no colo da mãe.>
Como se não bastasse, Zago ameaçou jogar a esposa e a bebê do segundo andar da residência onde viviam.>
A única razão para que a tragédia não fosse ainda maior foi a intervenção da sogra, mãe do agressor, que conseguiu conter o ímpeto do filho antes que ele cumprisse a ameaça.>
Após as agressões, o lutador fugiu. Mas não foi longe. Agentes da Guarda Civil Municipal realizaram buscas e o localizaram. Ele foi preso e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba.>
O homem vai responder por ameaça, lesão corporal e injúria.>
O socorro e o depoimento da vítima>
A vítima foi atendida por equipes de resgate. Na ambulância, ainda com o rosto marcado e a mão sangrando, ela conseguiu verbalizar: o companheiro a agrediu, e também a filha de seis meses, depois que se irritou ao acordar com o tom de voz dela durante a ligação.>
"Bem assustada e com grave ferimento na cabeça", descreveram os guardas municipais.>
Histórico de violência>
Em depoimento, a mulher revelou um padrão que assusta pela repetição: não foi a primeira vez.>
No passado, ela já havia registrado queixa contra Zago e obtido uma medida protetiva. Mas, após o nascimento da filha, decidiu pedir a revogação da ordem judicial para tentar uma reconciliação.>
Segundo a vítima, mesmo após a reconciliação, os episódios de agressão eram frequentes. O que aconteceu na segunda-feira foi apenas o estopim de uma história de violência que já vinha sendo escrita há tempos — em silêncio, entre paredes, longe dos holofotes do tatame.>
O que diz a lei>
Zago foi preso em flagrante e aguarda audiência de custódia. Os crimes de ameaça, lesão corporal e injúria, somados à condição de violência doméstica contra mulher e criança, podem resultar em penas mais severas, especialmente se agravadas pelo uso de força física profissional e pela presença da bebê.>
Serviço:>
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo Disque 190. Medidas protetivas são garantidas por lei e podem ser solicitadas em qualquer delegacia ou na DDM mais próxima.>
Com informações do portal Metrópoles >