Lutador de jiu-jítsu espanca esposa e fere bebê de seis meses em Piracicaba

Renê Roque Zago, de 38 anos, se irritou ao ser acordado pelo tom de voz da mulher em ligação com a mãe dela; vítima teve cabeça lançada contra porta e mão furada por chave

Publicado em 21 de abril de 2026 às 22:29

(Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso nessa segunda-feira (20), após espancar a companheira e ferir a filha do casal, uma bebê de apenas seis meses.)
(Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso nessa segunda-feira (20), após espancar a companheira e ferir a filha do casal, uma bebê de apenas seis meses.) Crédito: Reprodução

O sono pesado de um lutador de jiu-jítsu foi interrompido não por um golpe no tatame, mas pela voz baixa da própria esposa ao telefone com a mãe dela. O que veio depois não foi um treino. Foi um massacre.

Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso nessa segunda-feira (20), após espancar a companheira e ferir a filha do casal, uma bebê de apenas seis meses. O motivo, segundo a Guarda Civil Municipal: irritação por ter sido acordado.

A cena de violência aconteceu em Piracicaba, interior de São Paulo. E poderia ter sido ainda mais letal.

A sessão de agressões

De acordo com fontes ligadas às investigações, o lutador não conteve a fúria. A mulher teve a cabeça lançada contra uma porta. Uma das mãos foi furada por uma chave. Socos no rosto se sucederam sem trégua. Em dado momento, um dos golpes atingiu a própria filha, que estava no colo da mãe.

Como se não bastasse, Zago ameaçou jogar a esposa e a bebê do segundo andar da residência onde viviam.

A única razão para que a tragédia não fosse ainda maior foi a intervenção da sogra, mãe do agressor, que conseguiu conter o ímpeto do filho antes que ele cumprisse a ameaça.

Após as agressões, o lutador fugiu. Mas não foi longe. Agentes da Guarda Civil Municipal realizaram buscas e o localizaram. Ele foi preso e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba.

O homem vai responder por ameaça, lesão corporal e injúria.

O socorro e o depoimento da vítima

A vítima foi atendida por equipes de resgate. Na ambulância, ainda com o rosto marcado e a mão sangrando, ela conseguiu verbalizar: o companheiro a agrediu, e também a filha de seis meses, depois que se irritou ao acordar com o tom de voz dela durante a ligação.

"Bem assustada e com grave ferimento na cabeça", descreveram os guardas municipais.

Histórico de violência

Em depoimento, a mulher revelou um padrão que assusta pela repetição: não foi a primeira vez.

No passado, ela já havia registrado queixa contra Zago e obtido uma medida protetiva. Mas, após o nascimento da filha, decidiu pedir a revogação da ordem judicial para tentar uma reconciliação.

Segundo a vítima, mesmo após a reconciliação, os episódios de agressão eram frequentes. O que aconteceu na segunda-feira foi apenas o estopim de uma história de violência que já vinha sendo escrita há tempos — em silêncio, entre paredes, longe dos holofotes do tatame.

O que diz a lei

Zago foi preso em flagrante e aguarda audiência de custódia. Os crimes de ameaça, lesão corporal e injúria, somados à condição de violência doméstica contra mulher e criança, podem resultar em penas mais severas, especialmente se agravadas pelo uso de força física profissional e pela presença da bebê.

Serviço:

Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo Disque 190. Medidas protetivas são garantidas por lei e podem ser solicitadas em qualquer delegacia ou na DDM mais próxima.

Com informações do portal Metrópoles