Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 12:30
Declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre supostas irregularidades envolvendo entidades religiosas e benefícios do INSS provocaram reação imediata do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Nesta quarta-feira (14), o religioso usou as redes e entrevistas para criticar a parlamentar, classificando as falas como irresponsáveis e ofensivas ao meio evangélico.>
O episódio começou após Damares afirmar, em entrevista ao SBT News, que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS teria identificado a participação de igrejas em esquemas de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. Segundo a senadora, haveria resistência para aprofundar investigações quando o nome de lideranças religiosas entra em pauta, sob o argumento de preservar a confiança dos fiéis.>
As declarações foram duramente rebatidas por Malafaia, que acusou a parlamentar de lançar suspeitas sem apresentar provas ou citar nomes. Para o pastor, a postura da senadora representa uma acusação genérica que atinge todo o segmento evangélico. Em tom contundente, ele desafiou Damares a tornar públicas as supostas lideranças e instituições envolvidas, afirmando que, sem isso, a denúncia perde credibilidade.>
Damares integra a CPMI que apura cobranças irregulares feitas por entidades associativas nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social. O colegiado investiga se aposentados e pensionistas foram vítimas de descontos não autorizados, prática que vem sendo alvo de questionamentos no Congresso Nacional.>
O embate também reacende uma relação marcada por atritos entre os dois. Apesar de ambos serem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Malafaia e Damares já protagonizaram confrontos públicos em outras ocasiões. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu durante as eleições de 2022 no Distrito Federal, quando divergiram sobre a candidatura ao Senado apoiada pelo grupo bolsonarista.>
Até o momento, a senadora não respondeu diretamente às críticas feitas por Malafaia. O debate, no entanto, ampliou a repercussão das investigações da CPMI e colocou novamente em evidência a tensão entre política, religião e a apuração de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.>