Marinha incorpora Fragata Tamandaré e inicia nova fase da defesa naval brasileira

Batizada em homenagem ao Almirante Tamandaré, a F200 foi projetada para atuar em diferentes cenários de combate, incluindo operações marítimas, aéreas e submarinas

Publicado em 24 de abril de 2026 às 13:23

Marinha do Brasil
Marinha do Brasil Crédito: Divulgação 

A Marinha do Brasil incorporou nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro, a Fragata Tamandaré (F200), primeiro navio de uma nova classe construída no país e considerada estratégica para a modernização da esquadra.

Produzida em Itajaí (SC), com tecnologia alemã e investimento de cerca de R$ 3 bilhões, a embarcação abre o programa que prevê quatro fragatas até 2029, com planos de expansão para oito unidades.

Batizada em homenagem ao Almirante Tamandaré, a F200 foi projetada para atuar em diferentes cenários de combate, incluindo operações marítimas, aéreas e submarinas. O foco principal é reforçar a segurança da chamada Amazônia Azul, área com mais de 5,7 milhões de km² sob jurisdição brasileira.

Além da defesa, o navio também poderá atuar em missões internacionais, vigilância de rotas marítimas, proteção de estruturas estratégicas e monitoramento do espaço marítimo.

Como é a Fragata Tamandaré

Com 107 metros de comprimento e capacidade para 154 militares, a embarcação possui hangar para helicóptero, autonomia de 5.500 milhas náuticas e velocidade de até 47 km/h.

Entre os destaques estão os sistemas de alta tecnologia, como radar de longo alcance, sensores de guerra eletrônica, sonar para detecção submarina e recursos “stealth”, que dificultam a identificação por radares.

O navio também conta com sistema de combate integrado, capaz de analisar ameaças em tempo real e indicar respostas automáticas.

No arsenal, a fragata reúne mísseis antinavio e antiaéreos, torpedos, canhão de 76 mm, metralhadoras e sistemas de defesa antimíssil, o que permite atuação simultânea em diferentes tipos de guerra.

A incorporação da Tamandaré marca um avanço na indústria naval brasileira e amplia a capacidade do país de proteger seu território marítimo e interesses estratégicos.

Com informações do G1