Publicado em 13 de março de 2026 às 23:18
A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou coletiva de imprensa no final da tarde desta sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília, para atualizar o quadro de saúde do político, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a manhã.>
Bolsonaro, de 70 anos, foi levado à unidade após passar mal durante a madrugada no Complexo Penitenciário da Papuda (conhecido como "Papudinha"), onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo relatos iniciais divulgados pelo filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente apresentou calafrios, vômitos, febre alta, sudorese e queda na saturação de oxigênio, o que motivou o acionamento dos Bombeiros e transferência para o hospital.>
Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, uma infecção pulmonar grave que se espalha a partir das vias aéreas para os pulmões, com múltiplos focos nos dois lados. O médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica que acompanha Bolsonaro desde os atentados de 2018, descreveu o quadro como o mais grave entre as pneumonias que o ex-presidente já enfrentou (esta é a terceira desde o segundo semestre de 2025).>
"Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, o paciente pode morrer. Estamos lidando com uma situação extremamente grave, bastante crítica e indesejada, que realmente põe em risco a vida do paciente", afirmou Birolini. Ele enfatizou que, no momento, o quadro é estável, com Bolsonaro consciente e sem necessidade de intubação ou ventilação mecânica invasiva, mas o risco de evento potencialmente mortal persiste, especialmente se houver piora respiratória.>
O cardiologista Brasil Caiado e o cardiologista Leandro Echenique também participaram da coletiva, reforçando que a evolução da infecção foi "assustadora" em velocidade. O tratamento segue com antibióticos intravenosos (via venosa), com duração estimada entre 7 e 14 dias, além de suporte clínico não invasivo (como oxigênio suplementar). Cirurgia foi descartada por enquanto.>
Especialistas em pneumologia consultados por veículos como Agência Brasil explicam que broncopneumonia é uma das principais causas de mortalidade em idosos e pacientes hospitalizados, agravada por fatores como idade avançada, histórico de cirurgias abdominais (que podem predispor a aspiração) e condições que afetam a imunidade. Apesar da gravidade, o quadro não é necessariamente fatal se respondido ao tratamento precoce.>
Bolsonaro permanece na UTI para monitoramento contínuo, sem previsão de alta. A internação ocorre em meio ao cumprimento da pena em regime fechado na Papudinha — sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da PM/DF, onde ele tem acesso a cuidados médicos 24h, mas a defesa já pediu transferência para prisão domiciliar, alegando incompatibilidade do ambiente prisional com o estado de saúde.>