EUA enviam 2,5 mil fuzileiros navais ao Estreito de Ormuz após ataques iranianos

Os fuzileiros se somarão aos mais de 50 mil soldados americanos já posicionados no Oriente Médio.

Publicado em 13 de março de 2026 às 20:49

(Navio de guerra dos Estados Unidos)
(Navio de guerra dos Estados Unidos) Crédito: Reprodução

O Pentágono anunciou nesta sexta-feira (13), o envio de cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio, em meio à escalada do conflito com o Irã e aos ataques que levaram ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. A medida foi aprovada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth após solicitação do Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações americanas na região.

De acordo com fontes militares americanas, o destacamento inclui elementos da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, baseada no Japão, e está centrado no navio de assalto anfíbio USS Tripoli (LHA-7), que já se encontra em movimento no Pacífico Ocidental rumo ao Oriente Médio. A viagem deve levar pelo menos uma a duas semanas.

O grupo anfíbio de prontidão envolve vários navios, incluindo o navio de assalto principal, docas de transporte e navios de apoio, e pode carregar até cerca de 5 mil militares no total (fuzileiros e marinheiros). No entanto, os EUA enviaram 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio.

Os fuzileiros se somarão aos mais de 50 mil soldados americanos já posicionados no Oriente Médio. Especialistas destacam que unidades expedicionárias são treinadas para operações anfíbias, reforço de segurança em embaixadas, evacuações de civis e assistência humanitária, mas o envio não indica necessariamente uma invasão terrestre iminente.

O reforço ocorre em resposta à campanha iraniana de ataques com mísseis e drones contra Israel, estados do Golfo e, principalmente, ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial e uma parcela significativa de gás natural liquefeito. O Irã tem mantido o estreito fechado, destruindo ou ameaçando navios comerciais, o que elevou o preço do barril de Brent para cerca de US$ 100.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou em entrevista à Fox News e em postagens que, se necessário, a Marinha dos EUA iniciará a escolta de petroleiros pelo estreito para garantir o fluxo livre de energia. “Mostrem coragem e naveguem”, disse Trump, referindo-se aos navios comerciais. Hegseth afirmou em coletiva que os EUA “estão lidando com isso” e que “não há motivo para preocupação”, classificando as ações iranianas como “desespero”.

O conflito, que envolve ataques aéreos intensos dos EUA e de Israel contra alvos militares iranianos, entra em sua terceira semana com preocupações globais sobre crise energética, atrasos em ajuda humanitária e escalada regional.

Com informações do portal G1 e Metrópoles