Publicado em 30 de março de 2026 às 18:53
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou, em nota divulgada nesta segunda-feira (30), ter recebido ou mostrado qualquer vídeo gravado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).>
A nota, emitida pelo PL Mulher, sigla presidida por Michelle, afirma categoricamente: “Não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza. Em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente”.>
O comunicado responde à repercussão de uma fala de Eduardo durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos no último sábado (28). No evento, o ex-deputado gravou um vídeo enquanto discursava e disse que o material seria mostrado ao pai.>
Diante da declaração, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 24 horas sobre o possível descumprimento de medidas cautelares.>
Na nota, Michelle Bolsonaro afirma desconhecer o contexto e a motivação exata da fala de Eduardo e atribui a polêmica a uma “interpretação equivocada” por parte da imprensa e de autoridades. “Temos convicção de que essa não era a intenção de Eduardo”, registra o texto.>
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde a última sexta-feira (27), por 90 dias, enquanto se recupera de uma broncopneumonia. As determinações judiciais o proíbem de utilizar celulares, acessar redes sociais ou manter qualquer tipo de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros durante visitas.>
Caso fique comprovado que o ex-presidente teve acesso ao vídeo ou a qualquer outro conteúdo, o episódio pode ser caracterizado como violação das medidas cautelares, o que poderia resultar no retorno dele ao Complexo Penitenciário da Papuda.>
Até o momento, a defesa de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre a exigência de esclarecimentos feita pelo ministro Alexandre de Moraes.>