Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus em 2026

Vítima teve contato com roedor em lavoura de milho

Publicado em 10 de maio de 2026 às 18:23

(A vítima teve contato com roedor em lavoura de milho)
(A vítima teve contato com roedor em lavoura de milho) Crédito: Freepik 

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou neste domingo (10) a primeira morte por hantavírus registrada em Minas Gerais em 2026. Segundo o órgão, o caso não possui relação com o surto investigado em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba. De acordo com a secretaria, ele teve contato com um roedor silvestre em uma lavoura de milho antes do surgimento dos sintomas.

Os primeiros sinais da doença começaram em 2 de fevereiro, com dor de cabeça. Quatro dias depois, o paciente procurou atendimento médico apresentando febre, dores musculares, dores nas articulações e desconforto na região lombar.

Amostras biológicas foram enviadas para a Fundação Ezequiel Dias, que confirmou resultado positivo para hantavírus por meio de sorologia IgM reagente. O homem morreu em 8 de fevereiro.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que se trata de um caso isolado, sem ligação com outros registros recentes da doença.

Até o fim da última semana, o Ministério da Saúde havia confirmado sete ocorrências da doença no país. Já a Secretaria de Saúde do Paraná contabilizou um oitavo caso.

Segundo levantamento divulgado pela imprensa, os registros incluem dois casos em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Paraná, um em Santa Catarina e um sem unidade da federação identificada.

O governo federal informou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo. O Ministério da Saúde destacou ainda que não há registro no Brasil da circulação do genótipo Andes, variante associada a raros casos de transmissão entre pessoas na Argentina e no Chile.

Com informações do portal Metrópoles