Ministério da Justiça aciona PF para investigar ameaças contra deputada federal eleita

Ana Elisa denunciou ataques nas redes sociais, incluindo ameaças de morte e violência sexual; caso será investigado pela Polícia Federal.

Publicado em 9 de outubro de 2026 às 22:31

(Deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT)
(Deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT) Crédito: Reprodução/Instagram

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal (PF) a investigação de ameaças contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos. O caso veio à tona após a parlamentar denunciar uma série de ataques recebidos pelas redes sociais.

Segundo as informações divulgadas, as mensagens continham ameaças de morte e violência sexual. A intensidade dos ataques teria aumentado nos últimos dias, levando a equipe da deputada eleita a desativar temporariamente seu perfil na plataforma X, antigo Twitter.

O pedido de investigação busca identificar os responsáveis pelas ameaças e esclarecer as circunstâncias dos ataques. O ministério também solicitou providências relacionadas às plataformas digitais para auxiliar na apuração e conter a continuidade das intimidações.

Ameaças mencionavam familiares

Entre os relatos divulgados sobre o caso estão mensagens com conteúdo explícito de violência e referências a informações pessoais da parlamentar e de familiares. Uma das mensagens teria sido enviada por e-mail em setembro.

De acordo com as informações publicadas, o autor de uma das ameaças se identificou como integrante de um grupo supremacista branco. A identificação do responsável, entretanto, depende da apuração das autoridades.

Caso levanta debate sobre violência política

A denúncia reacende a discussão sobre a violência política de gênero e os riscos enfrentados por mulheres que ingressam na vida pública. A investigação deverá apurar a autoria das mensagens e verificar a possível existência de ações coordenadas para intimidar a parlamentar.

Até o momento, não há informações conclusivas sobre a identidade dos responsáveis ou sobre eventuais prisões relacionadas ao caso. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

Com informações do portal g1