Ministério Público denuncia executivos da Ultrafarma por esquema de fraude fiscal em SP

Investigação aponta organização criminosa com participação de empresários e servidores públicos em desvio de créditos de ICMS

Publicado em 15 de maio de 2026 às 18:29

Investigação aponta organização criminosa com participação de empresários e servidores públicos em desvio de créditos de ICMS
Investigação aponta organização criminosa com participação de empresários e servidores públicos em desvio de créditos de ICMS Crédito: Reprodução 

Nesta quinta-feira (14), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 11 pessoas, entre elas o empresário Sidney Oliveira, por suspeita de envolvimento em uma organização criminosa ligada a um esquema de fraudes fiscais no estado.

Segundo o MPSP, o grupo atuava em um sistema de desvio de recursos tributários relacionados ao ICMS, com participação de funcionários públicos que teriam facilitado a manipulação de créditos fiscais em favor das empresas investigadas.

De acordo com a denúncia, o esquema simulava pagamentos de impostos maiores do que os realmente devidos, o que gerava créditos tributários indevidos para as empresas envolvidas. Esses valores seriam posteriormente movimentados por meio de contratos fictícios com uma empresa de consultoria tributária e ocultados em operações de lavagem de dinheiro.

O Ministério Público afirma que os investigados faziam parte de uma estrutura organizada, com atuação conjunta entre empresários e servidores públicos, incluindo auditores fiscais do estado de São Paulo.

Entre os denunciados estão o proprietário da empresa e o diretor contábil da rede Ultrafarma, além de auditores fiscais estaduais. Segundo o órgão, um dos acusados segue foragido e quatro estão presos preventivamente.

As investigações apontam ainda que mais de R$ 81 milhões teriam sido transferidos para empresas ligadas ao núcleo financeiro do grupo. O MPSP também identificou movimentações societárias bilionárias usadas, segundo a denúncia, para dificultar o rastreamento dos valores desviados.

O Ministério Público informou que o caso segue em análise judicial e que os denunciados respondem por organização criminosa e outros crimes relacionados a fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.

Procurada, a assessoria da Ultrafarma ainda não se manifestou sobre as acusações até o momento da publicação.