Publicado em 28 de outubro de 2026 às 18:18
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação do influenciador e empresário Renato Cariani por tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Nas alegações finais do processo, a acusação sustenta que ele teria participado de um esquema de desvio de produtos químicos que, segundo a investigação, foram utilizados na produção de grandes quantidades de cocaína e crack. Cariani responde ao processo em liberdade.>
Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia a comercialização irregular de insumos químicos utilizados na fabricação de drogas. A denúncia afirma que Cariani e os demais acusados teriam produzido, vendido ou fornecido esses produtos sem autorização ou em desacordo com as exigências legais.>
De acordo com a acusação, as operações teriam ocorrido em mais de 60 ocasiões, envolvendo mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de entorpecentes.>
Além de Cariani, a promotoria pede a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do mesmo esquema.>
Com mais de 11 milhões de seguidores no Instagram, Renato Cariani ganhou notoriedade com conteúdos sobre musculação e negócios no setor fitness. Ele passou a ser investigado no âmbito da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023 para apurar o desvio de produtos químicos destinados ao narcotráfico.>
Na época, a investigação apontou que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa sediada em Diadema, na Grande São Paulo, da qual Cariani era sócio, teria fraudado registros de vendas de insumos químicos. Conforme a apuração, os produtos eram desviados e poderiam ser utilizados no refino de cocaína.>
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista, a empresa teria simulado vendas para companhias que não haviam solicitado os produtos. A acusação também afirma que pedidos fictícios teriam sido criados para justificar a saída dos materiais.>
Em nota, a defesa de Cariani afirmou que o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público não representa surpresa. Os advogados disseram que pretendem demonstrar, com base nas provas produzidas durante a instrução processual, que as acusações são improcedentes.>
O pedido do Ministério Público ainda não equivale a uma condenação. Caberá à Justiça analisar as provas e os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir sobre a responsabilidade dos acusados.>
Caso seja condenado pelos crimes apontados pela acusação, Cariani poderá enfrentar penas que, segundo as informações do processo, podem somar de 16 a 51 anos de prisão. Até uma eventual decisão judicial, ele permanece respondendo ao processo em liberdade.>