Publicado em 29 de maio de 2026 às 17:10
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros Costa e Silva foi retomado nesta sexta-feira, 29 de maio, no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. Durante a quinta sessão do júri, Monique passou mal e precisou de atendimento médico imediato após ser confrontada com imagens das lesões no corpo do filho. Devido ao seu estado de saúde, a ré deixou o plenário por volta das 10h20 e sua presença na sessão só deve ser retomada neste sábado.>
O primeiro a depor no dia foi o médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes, convocado como testemunha do Ministério Público. Em seu depoimento, o especialista reforçou a tese de que Henry Borel morreu em decorrência de agressões físicas, classificando o caso como um homicídio por espancamento. Segundo o perito, o menino já chegou sem vida ao hospital e a temperatura corporal de 34ºC registrada na emergência indica que o óbito ocorreu entre duas e três horas antes da chegada à unidade de saúde.>
O perito foi enfático ao descartar a possibilidade de um acidente doméstico, classificando tal hipótese como fantasiosa, uma vez que as 17 lesões externas encontradas no corpo da criança foram produzidas de forma independente e são incompatíveis com uma queda única. Ele afirmou ainda que Henry sofreu intensamente antes de morrer, descrevendo o processo como uma morte lenta e agônica causada por hemorragia interna.>
A defesa de Jairinho sustenta que as lesões, especificamente a laceração no fígado, teriam sido provocadas por manobras de reanimação no hospital, mas Prestes negou qualquer relação entre a massagem cardíaca e os danos fatais nos órgãos internos. O ex-vereador e a mãe da criança são acusados de crimes graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O julgamento prossegue com a expectativa dos depoimentos de outros peritos e de Leniel Borel, pai do menino.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>