Moraes dá 10 dias para Flávio Bolsonaro depor à PF em investigação por calúnia contra Lula

Decisão do ministro atende a pedido da PGR em inquérito que apura postagens do senador que associam o presidente ao tráfico de drogas, apoio a terroristas e fraude eleitoral.

Publicado em 7 de julho de 2026 às 18:44

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Crédito: Victor Piemonte/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal (PF) realize a oitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no prazo máximo de dez dias. O parlamentar é alvo de um inquérito que investiga a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão acompanha o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou o depoimento fundamental para o esclarecimento do caso.

A investigação baseia-se em um relatório da PF que apontou "indícios concretos" de crime em postagens feitas pelo senador na rede social X em janeiro deste ano. Nas publicações, Flávio Bolsonaro teria atribuído ao presidente condutas criminosas, como envolvimento com o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, fraude eleitoral e apoio a grupos terroristas. Em um dos exemplos citados no processo, o senador fez uma associação direta entre Lula e o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O inquérito para apurar essas falsas imputações foi autorizado por Moraes em abril. De acordo com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a definição sobre a apresentação ou não de uma denúncia formal contra o senador só ocorrerá após a conclusão deste depoimento. Com a nova ordem judicial, os autos retornam à Polícia Federal para o cumprimento da diligência dentro do limite de tempo estipulado.

Com informações da Agência Brasil.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.