Publicado em 19 de junho de 2026 às 18:58
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja ouvido presencialmente no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-chefe do Executivo. A arma foi encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal.>
A oitiva foi marcada para o dia 23 de junho de 2026 (terça-feira), às 15h, na residência de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. A decisão foi assinada por Moraes na tarde desta sexta-feira (19).>
A 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), havia solicitado autorização para que o depoimento fosse realizado por videoconferência. Moraes, porém, negou o pedido por conta das restrições legais ao uso de comunicações eletrônicas no caso.>
“A oitiva, entretanto, deverá ser realizada presencialmente, no dia 23 de junho de 2026 (terça-feira), às 15h00 e no endereço onde o depoente cumpre prisão domiciliar humanitária, uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”, escreveu o ministro.>
Outras determinações>
Além de autorizar o depoimento presencial, Moraes cobrou da defesa de Bolsonaro informações sobre:>
• A eventual contratação de profissional da área da saúde para acompanhar o ex-presidente durante o período noturno;>
• Se os agentes de segurança que prestam serviço a Bolsonaro são dispensados diariamente à noite.>
O inquérito apura as circunstâncias da apreensão da pistola e a eventual responsabilidade do ex-presidente no caso.>
A defesa de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.>
Com informações do portal Metrópoles >