MPPA cobra mudanças para evitar que famílias percam desconto na conta de luz por falhas no CadÚnico

A medida faz parte do projeto “Energia Plena e Inclusiva”, criado pelo MP para ampliar o acesso de consumidores em situação de vulnerabilidade aos descontos previstos em lei.

Publicado em 19 de junho de 2026 às 17:20

A medida faz parte do projeto “Energia Plena e Inclusiva”, criado pelo MP para ampliar o acesso de consumidores em situação de vulnerabilidade aos descontos previstos em lei
A medida faz parte do projeto “Energia Plena e Inclusiva”, criado pelo MP para ampliar o acesso de consumidores em situação de vulnerabilidade aos descontos previstos em lei Crédito: Reprodução

O Ministério Público do Pará (MPPA) recomendou mudanças no atendimento do Cadastro Único (CadÚnico) em Monte Alegre, no oeste do estado, para facilitar a inclusão automática de famílias de baixa renda na Tarifa Social de Energia Elétrica e em outros benefícios relacionados à conta de luz.

A medida faz parte do projeto “Energia Plena e Inclusiva”, criado pelo MP para ampliar o acesso de consumidores em situação de vulnerabilidade aos descontos previstos em lei.

Segundo o órgão, um dos principais problemas identificados é a falta de informações sobre a Unidade Consumidora (UC), número que identifica o imóvel junto à distribuidora de energia. Sem esse dado, o sistema tem dificuldade para cruzar as informações do CadÚnico com o cadastro da concessionária, impedindo que muitas famílias recebam automaticamente o benefício.

Para corrigir a falha, o MP recomendou que a Secretaria Municipal de Assistência Social passe a solicitar, durante o cadastro ou atualização no CadÚnico, uma conta recente de energia ou o número da Unidade Consumidora. A recomendação destaca, porém, que a ausência do documento não pode impedir o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade ou que vivem em moradias informais.

O Ministério Público também orientou a capacitação dos servidores responsáveis pelo atendimento e a realização de campanhas para informar a população sobre a importância desses dados para garantir o acesso aos descontos.

Já à concessionária de energia, foi recomendado que disponibilize uma ferramenta para consulta rápida do número da Unidade Consumidora por CPF ou endereço, além de manter o cruzamento mensal das informações para que os descontos sejam aplicados automaticamente nas contas dos beneficiários.

O MPPA deu prazo de 15 dias para que o município e a concessionária informem as medidas adotadas. Caso a recomendação não seja cumprida, o órgão poderá recorrer à Justiça para exigir a implementação das mudanças.