Publicado em 24 de junho de 2026 às 14:00
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), órgão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), solicitou à casa de apostas Blaze cópias dos contratos de publicidade firmados com o jogador Neymar Jr. e a influenciadora Virginia Fonseca. O pedido, divulgado nesta quarta-feira (24), faz parte de um inquérito civil público que investiga a conformidade regulatória e possíveis condutas abusivas da plataforma de cassino online. Além da dupla, o MP também requereu os contratos dos influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika.>
O principal objetivo da coleta desses documentos é apurar as diretrizes de marketing adotadas pela empresa, com atenção especial ao uso da expressão "renda extra" para atrair usuários. A investigação busca verificar se houve publicidade enganosa na captação de clientes e se as estratégias utilizadas estão de acordo com a legislação de defesa do consumidor e as normas de apostas de quota fixa. É importante ressaltar que, até o momento, Neymar Jr. e Virginia não são investigados; a apuração foca exclusivamente nas práticas da empresa Foggo Entertainment Ltda, que opera a Blaze.>
O inquérito foi instaurado após uma série de denúncias sobre a retenção sistemática de fundos de usuários e bloqueios arbitrários de contas. Um relatório técnico apontou que a plataforma acumula mais de 42 mil reclamações registradas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a medida pode resultar em uma sanção com pedido de danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões.>
Além da parte publicitária, a Prodecon exige que a Blaze apresente detalhes sobre suas políticas de jogo responsável, incluindo ferramentas de autoexclusão e limites de apostas. O órgão quer entender quais procedimentos são adotados para atender usuários que desejam restringir o acesso ao serviço para evitar o superendividamento e a ludopatia (vício em jogos). A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também foi acionada para fornecer relatórios de processos administrativos já instaurados contra a empresa no Brasil.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>