Fim da escala 6x1 pode atingir 37 milhões de trabalhadores, diz governo

O número representa a maioria dos empregados formais e inclui trabalhadores do setor privado e também do serviço público

Publicado em 24 de junho de 2026 às 14:44

O número representa a maioria dos empregados formais e inclui trabalhadores do setor privado e também do serviço público
O número representa a maioria dos empregados formais e inclui trabalhadores do setor privado e também do serviço público Crédito: Agência Brasil

Um levantamento do Ministério do Trabalho divulgado nesta quarta-feira (24) indica que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil têm jornada superior a 41 horas semanais. O número representa a maioria dos empregados formais e inclui trabalhadores do setor privado e também do serviço público.

Esses dados são usados pelo governo como base no debate sobre a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e a possível extinção da escala 6x1 — em que o trabalhador atua seis dias e folga um.

Segundo o estudo, os 37,11 milhões correspondem a 73,7% do total de 50,32 milhões de trabalhadores celetistas registrados no país, com base em dados de fevereiro.

Distribuição das jornadas de trabalho no Brasil

37,11 milhões trabalham mais de 41 horas por semana

9,24 milhões têm jornada entre 31 e 40 horas semanais

2,16 milhões trabalham de 21 a 30 horas semanais

1,81 milhão cumprem até 20 horas semanais

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em até 14 meses, além de abrir caminho para o fim da escala 6x1. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal.

De acordo com o texto aprovado, a mudança na jornada seria feita em duas etapas: redução de duas horas logo após a promulgação da PEC e, posteriormente, mais duas horas em até 12 meses.

Paralelamente, o governo federal retirou a urgência constitucional de um projeto próprio que trata da redução da jornada 6x1, enviado anteriormente à Câmara. A decisão foi formalizada em ofício encaminhado ao Congresso no dia 16 de junho.

O projeto citado não se confunde com a PEC já aprovada pelos deputados e que agora aguarda análise dos senadores.

Com informações do G1