MP pede que mulher indenize jovem deixado para trás no Pico Paraná

O jovem chegou a ser dado como desaparecido e foi localizado dias depois, após mobilização de equipes de resgate.

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 18:10

O jovem chegou a ser dado como desaparecido e foi localizado dias depois, após mobilização de equipes de resgate.
O jovem chegou a ser dado como desaparecido e foi localizado dias depois, após mobilização de equipes de resgate. Crédito: Reprodução 

O Ministério Público (MP) reconheceu que Thayane Smith, de 19 anos, cometeu omissão de socorro ao abandonar Roberto Faria Tomaz, também de 19 anos, durante uma trilha no Pico Paraná. O jovem chegou a ser dado como desaparecido e foi localizado dias depois, após mobilização de equipes de resgate.

Na representação apresentada à Justiça, o MP pede que Thayane pague uma indenização de R$ 4.863 — valor equivalente a três salários mínimos — por danos materiais e morais causados a Roberto. Além disso, o órgão sugere a aplicação de uma medida alternativa, com a prestação de serviços comunitários por três meses junto ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul, que atuou nas buscas.

O Ministério Público também solicita que a jovem seja condenada a ressarcir o Corpo de Bombeiros pelos custos da operação de resgate. O valor estipulado é de R$ 8.105, referente a cinco dias de trabalho das equipes na região do pico.

O pedido ainda será analisado pelo Judiciário, que decidirá se acolhe ou não as medidas propostas. Paralelamente, a Polícia Civil optou por arquivar o inquérito policial, ao concluir que não houve crime a ser imputado à mulher.

Na decisão, o MP afirmou que Thayane demonstrou “interesse apenas em seu próprio bem-estar físico” ao deixar o amigo para trás, mesmo diante de uma situação de vulnerabilidade que, segundo o órgão, era claramente perceptível naquele momento. A conclusão se baseou na análise de depoimentos colhidos ao longo da apuração.

A defesa de Roberto informou que acompanha o caso “com atenção e respeito”. Em nota, o advogado Leonardo Mestre Negri afirmou que o jovem confia no trabalho das autoridades e ressaltou que as manifestações e decisões fazem parte do “regular curso dos procedimentos legais, devendo ser analisadas com responsabilidade e cautela”.

Com informações do UOL