Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 14:30
Os filhos do fundador da Reag, João Carlos Mansur, são apontados como beneficiários de fundos que teriam movimentado cerca de R$ 1,45 bilhão, segundo investigação em curso. De acordo com apurações citadas pelo Ministério Público Federal (MPF), os recursos seriam provenientes do Banco Master, que, conforme os investigadores, teria atuado de forma articulada com a Reag em um suposto esquema de desvio de valores por meio de uma complexa rede de fundos sob gestão da instituição.>
As informações constam em manifestação do MPF que reforça um pedido da Polícia Federal (PF) para incluir João Mansur entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como relator o ministro Dias Toffoli, que mencionou trechos da apuração em decisão relacionada ao processo.>
Segundo o documento, uma representação do Banco Central teria apontado indícios de uso da estrutura da Reag para viabilizar o desvio de recursos do Banco Master. Os investigadores também afirmam que pessoas ligadas a Mansur, entre elas seus filhos, teriam sido utilizadas na movimentação dos valores sob suspeita.>
Entre os fundos citados estão o Astralo 95 e o Reag Growth 95. Conforme a investigação, eles fariam parte de uma cadeia extensa de controle, cujos beneficiários finais declarados seriam Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur.>
Para o MPF, a complexidade das transações e a interligação entre os veículos financeiros indicariam uma atuação coordenada entre o Banco Master e a Reag DTVM, com o objetivo de direcionar recursos do conglomerado financeiro para finalidades consideradas alheias aos interesses da instituição. As suspeitas ainda são alvo de apuração e os citados podem apresentar defesa no decorrer do processo.>