Publicado em 16 de abril de 2026 às 07:59
A mulher apontada pela investigação como responsável por tentar matar o próprio namorado com um açaí envenenado foi presa preventivamente nesta quarta-feira (15), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Identificada como Larissa de Souza Batista, ela foi localizada em um hotel da cidade, onde, segundo a polícia, estava hospedada com nome falso. A prisão ocorreu após decisão da Justiça que a tornou ré por tentativa de homicídio qualificado.>
De acordo com a apuração da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, a acusação é de que Larissa teria adulterado o alimento consumido por Adenilson Ferreira Parente no início de fevereiro. Exames toxicológicos e laudos médicos identificaram a presença do inseticida terbufós, popularmente conhecido como “chumbinho”, tanto no açaí quanto no fundo do recipiente, reforçando a tese de tentativa de homicídio.>
A denúncia recebida pela Justiça aponta que o crime foi praticado com uso de meio cruel, de forma dissimulada e sem dar chance de defesa à vítima. A prisão foi realizada por agentes da 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios do Deic, e a suspeita foi encaminhada à Cadeia Pública de São Joaquim da Barra.>
Segundo as investigações, o caso teve início no dia 5 de fevereiro, quando Adenilson passou mal logo após consumir o açaí. Conforme a denúncia, Larissa teria feito dois pedidos no estabelecimento: um em seu nome e outro no nome do companheiro. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram o momento em que ela manipula o copo antes de entregá-lo à vítima.>
Inicialmente, a suspeita alegou ter colocado leite condensado no recipiente. No entanto, essa versão foi descartada pelos investigadores, já que o ingrediente já fazia parte do produto e não havia sido solicitado à parte.>
Pouco tempo após ingerir o alimento, Adenilson relatou ardência e desconforto na garganta. Em seguida, foi levado ao hospital em estado grave. Durante a internação, apresentou insuficiência respiratória, perda de memória e precisou ser intubado. Informações mais recentes apontam que ele recebeu alta médica e segue em recuperação.>
Outro ponto considerado relevante para a acusação foi o fato de a investigada ter resetado o celular no dia em que a polícia realizou a operação. Para o Ministério Público, o conjunto de provas, que inclui depoimentos, imagens de segurança e laudos periciais, sustenta a denúncia apresentada.>
Embora a motivação do crime ainda não tenha sido totalmente esclarecida, a promotoria destaca que a suspeita teria se aproveitado da relação afetiva com a vítima para executar o plano. Uma hipótese inicial de interesse financeiro chegou a ser considerada, mas foi descartada ao longo da investigação.>
O caso agora segue sob análise da Justiça, e Larissa deverá responder por tentativa de homicídio qualificado.>