Vídeo: diretor imobiliza ex-aluno armado e evita massacre em escola nos EUA

Ação rápida de Kirk Moore impediu massacre na Pauls Valley High School. Suspeito afirmou ter se inspirado no ataque de Columbine

Publicado em 16 de abril de 2026 às 08:44

Diretor imobiliza ex-aluno armado e evita massacre em escola nos EUA - 
Diretor imobiliza ex-aluno armado e evita massacre em escola nos EUA -  Crédito: Reprodução

Uma tragédia escolar foi evitada no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, graças à intervenção direta e corajosa do diretor da Pauls Valley High School. Imagens das câmeras de segurança, divulgadas na terça-feira (14), mostram o momento em que Kirk Moore enfrentou e desarmou um jovem de 20 anos que teria invadido a instituição com o intuito de realizar um ataque em massa.

O momento do confronto

O incidente ocorreu no último dia 7 de abril. No vídeo é possível ver o momento em que o invasor entra no prédio portando uma arma de fogo e ordenando que os estudantes se deitassem no chão. Conforme os relatórios policiais, o agressor chegou a acionar o gatilho contra um aluno que estava sentado no pátio da escola, mas a pistola falhou. Em uma segunda tentativa, o disparo foi efetuado, mas não atingiu a vítima.

Foi então que, diante do ocorrido, o diretor Moore avançou contra o atirador, conseguindo derrubá-lo. Com o auxílio de um vice-diretor, o suspeito foi imobilizado e a arma confiscada. Durante a luta física, Moore foi baleado na perna. Ele recebeu cuidados médicos e, em nota oficial, a escola confirmou que o gestor está em recuperação e planeja retomar suas funções em breve. Veja o vídeo:

Motivação e investigação

O suspeito é um ex-aluno da escola e portava duas pistolas semiautomáticas subtraídas de seu pai. Em depoimento às autoridades, o jovem confessou que o crime foi planejado detalhadamente.

Segundo ele afirmou, a inspiração para o crime foi o massacre de Columbine, ocorrido no ano de 1999. De acordo com o suspeito, os alvos do plano incluía o assassinato de estudantes, funcionários e do próprio diretor. Após o massacre, ele afirmou que o desfecho seria tirar a própria vida.

O agressor permanece sob custódia e enfrentará uma série de acusações criminais, incluindo múltiplas tentativas de homicídio qualificado. O caso reacende o debate sobre a segurança escolar e a saúde mental de jovens no país.