“Não tenham medo de falar”: adolescente relata ter sido assediada dentro de shopping

Jovem contou nas redes sociais que um homem teria pedido seu número de telefone; família diz que procurou a administração do estabelecimento após o episódio.

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 16:28

Sirene
Sirene Crédito: Reprodução/Arquivo

ma adolescente de 15 anos, identificada como Gabriely Aires, usou as redes sociais para contar que teria sido abordada por um homem dentro de um shopping. Em um vídeo publicado na internet, a jovem aparece chorando e bastante abalada ao relatar o episódio.

De acordo com Gabriely e familiares, o homem teria se aproximado inicialmente para oferecer óculos. Durante a conversa, ele teria pedido o telefone da adolescente. A família afirma que ele sabia que Gabriely tinha 15 anos e, ainda assim, teria insistido na interação.

A jovem conseguiu se afastar e chamou o pai, e ainda segundo os familiares, o pai foi até o homem para questioná-lo sobre a abordagem. Os dois teriam discutido e o homem teria chamado o pai de Gabriely para uma briga.

Depois do episódio, os familiares procuraram a administração do shopping. Gabriely também relatou que recebeu apoio de dois seguranças do estabelecimento naquele momento.

No vídeo, ainda emocionada, a adolescente falou sobre a importância de não permanecer em silêncio diante de situações semelhantes.

“Não se culpem e não tenham medo de falar”, afirmou Gabriely.

O caso foi relatado publicamente pela adolescente e pela família. Até o momento, não há, no material divulgado, informações sobre eventual investigação policial ou sobre a identificação do homem envolvido.

Onde buscar ajuda

Casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes podem ser comunicados ao Conselho Tutelar e às autoridades responsáveis pela apuração. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a comunicação de casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos aos órgãos de proteção.

Mulheres que precisem de orientação ou queiram denunciar situações de violência podem procurar o Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia.

Em situações de perigo imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Quem presenciar ou tomar conhecimento de uma possível situação de violência também pode procurar os canais oficiais e repassar as informações disponíveis. O Disque 100 recebe denúncias feitas tanto pelas próprias vítimas quanto por terceiros.

A apuração de eventual crime e a responsabilização dos envolvidos dependem da investigação pelas autoridades competentes.