Nova confissão pode reabrir caso Isabella Nardoni; entenda

O documento solicita a reabertura das investigações e pede a prisão preventiva de Antônio Nardoni, avô paterno de Isabella.

Publicado em 18 de maio de 2026 às 20:54

(O documento pede a reabertura das investigações e a prisão preventiva de Antônio Nardoni, avô paterno da menina e pai de Alexandre Nardoni.)
(O documento pede a reabertura das investigações e a prisão preventiva de Antônio Nardoni, avô paterno da menina e pai de Alexandre Nardoni.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Quase 18 anos após a morte de Isabella Nardoni, o caso ganhou novo fôlego após a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo protocolar um aditamento à denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington. O documento pede a reabertura das investigações e a prisão preventiva de Antônio Nardoni, avô paterno da menina e pai de Alexandre Nardoni.

De acordo com a petição, ao menos três policiais penais teriam ouvido supostas confissões de Anna Carolina Jatobá enquanto ela estava presa no presídio de Tremembé. Os relatos anexados afirmam que Jatobá teria admitido o envolvimento direto do sogro no planejamento e na execução do crime. Em um dos depoimentos, uma testemunha relata que, ao ser questionada sobre o responsável, Jatobá teria respondido que agiu por ordem de “aquele véio”. Quando perguntada se se referia ao sogro, ela teria confirmado com um gesto de cabeça, chorando.

A petição também sustenta que Antônio Nardoni teria orientado o filho a manipular provas para simular um acidente. O advogado Angelo Carbone, representante da associação, afirmou que uma eventual quebra de sigilo telefônico entre pai e filho à época do crime poderia revelar indícios de fraude processual.

Outros pedidos

Além da reabertura das investigações e da prisão preventiva de Antônio Nardoni, o documento solicita:

• Medidas de proteção às testemunhas, que relataram medo de represálias;

• Acompanhamento presencial do caso por representantes da CIDH.

O Ministério Público de São Paulo analisa os pedidos.

Defesa

A defesa da família Nardoni nega veementemente as novas acusações e informou que pretende adotar medidas judiciais contra as pessoas que prestaram os depoimentos citados. Antônio Nardoni também negou qualquer envolvimento no crime.

Relembre o caso

Isabella Nardoni, de 5 anos, foi morta em 29 de março de 2008, após ser jogada da janela do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pelo crime e atualmente cumprem pena em regime aberto.

O andamento do novo pedido dependerá da análise da CIDH e dos órgãos brasileiros competentes. O caso segue gerando grande repercussão nas redes sociais e na imprensa.