PF transfere Daniel Vorcaro para cela comum na Superintendência em Brasília

A transferência ocorreu no início da noite de segunda-feira (18).

Publicado em 18 de maio de 2026 às 19:32

O banqueiro Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro Crédito: Divulgação Polícia Federal

A Polícia Federal mudou Daniel Vorcaro de cela na Superintendência da corporação na capital federal, onde o banqueiro segue preso preventivamente desde 19 de março no âmbito da Operação Compliance Zero (Caso Master). A transferência ocorreu no início da noite de segunda-feira (18).

Segundo apuração, Vorcaro foi levado para uma cela comum destinada a presos de passagem pela superintendência. Até então, o ex-controlador do Banco Master ocupava a mesma sala especial onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou detido por alguns meses.

Pessoas próximas ao banqueiro relatam que a nova cela não possui banheiro próprio e seria, na avaliação de seus aliados, pior que celas da Papuda, da Papudinha e até mesmo da Penitenciária Federal de Brasília, onde ele já esteve preso.

Além da mudança de cela, a PF restringiu as visitas dos advogados. A partir de agora, a defesa só poderá visitá-lo duas vezes por dia, com duração máxima de 30 minutos cada. Em cada visita, apenas dois advogados poderão entrar, sem instrumentos de trabalho.

As alterações na rotina de Vorcaro foram decididas pela Polícia Federal e contaram com o aval do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento é que, após a entrega dos anexos da proposta de delação premiada, o banqueiro deve retornar às “regras de funcionamento ordinária” da superintendência.

Vorcaro está preso preventivamente desde março, quando foi transferido para a Superintendência da PF justamente para tratar de possíveis acordos de colaboração. Sua defesa já entregou uma proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal.

O Caso Master investiga fraudes bilionárias no Banco Master, incluindo emissão de títulos de crédito sem lastro, supostas irregularidades na tentativa de venda ao BRB e outros crimes como corrupção e organização criminosa.

A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou publicamente sobre as novas condições de detenção. A PF e o STF não comentaram o caso até o momento.

O caso segue em sigilo em várias frentes e novas informações devem surgir conforme o andamento da análise da delação.