Novas mensagens de Lulinha expõem suposta festa com prostitutas envolvendo ex-Ministro das Comunicações de Lula

Diálogo menciona encontro no luxuoso hotel Palácio Tangará, em São Paulo, e traz comentários do filho do presidente.

Publicado em 31 de outubro de 2026 às 20:24

Lulinha e Juscelino Filho 
Lulinha e Juscelino Filho  Crédito: Reprodução

Uma conversa por whatsApp entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger trouxe à tona um relato sobre uma suposta festa com prostitutas envolvendo o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho. O episódio teria acontecido em agosto de 2023, no Palácio Tangará, um dos hotéis mais luxuosos de São Paulo.

Na conversa, Roberta contou que estava no hotel para jantar com o empresário Léo Slezynger, ligado à empresa Unigel, quando encontrou Juscelino Filho, o então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, e o secretário-executivo do Ministério das Comunicações. Segundo a lobista, os três estavam acompanhados de outras cinco mulheres e pretendiam seguir para uma suíte, onde ocorreria uma festa de caráter sexual. Ao ouvir o relato, Lulinha reagiu com ironia e comentou sobre a presença das mulheres e o consumo de champanhe.

Em determinado momento, quando a lobista comentou que uma das mulheres estava bebendo champanhe, o filho do presidente respondeu: “Tadinha… elas também merecem… puta só pode beber Campari agora”.

Mensagens aparecem em investigação da Polícia Federal

As conversas foram extraídas de celulares de Roberta Luchsinger apreendidos pela Polícia Federal durante investigações sobre suspeitas de fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS. O material também revelou a proximidade entre a lobista e Lulinha, que trocavam mensagens sobre assuntos pessoais e comerciais.

Os dois passaram a ser mencionados em apurações sobre possíveis práticas de tráfico de influência e irregularidades envolvendo órgãos da administração pública federal. As investigações também alcançam suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde e à Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento de dados.

A defesa de Lulinha questionou a divulgação do conteúdo e levantou dúvidas sobre a possibilidade de confirmar formalmente a autenticidade das mensagens. Os advogados negam que o empresário tenha cometido qualquer irregularidade e afirmam que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Até o momento, o conteúdo divulgado apresenta o relato de Roberta e as reações de Lulinha, mas não comprova, por si só, que a festa tenha ocorrido nos termos descritos pela lobista.