Vídeo aéreo registra garimpeiros fugindo durante operação da PF contra garimpo ilegal em Rondônia

Ação no Rio Madeira destruiu 20 dragas e outros equipamentos usados na extração clandestina de ouro.

Publicado em 31 de outubro de 2026 às 19:36

Ação no Rio Madeira destruiu 20 dragas e outros equipamentos usados na extração clandestina de ouro.
Ação no Rio Madeira destruiu 20 dragas e outros equipamentos usados na extração clandestina de ouro. Crédito: Reprodução/@peloamapaoficial

Uma operação da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), desarticulou uma estrutura de garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, em Rondônia. A ação ocorreu na sexta-feira (30), durante a segunda fase da Operação Nêmesis, em Porto Velho, e resultou na destruição de 20 dragas industriais, além de outros equipamentos utilizados na atividade clandestina.

As imagens aéreas da ofensiva foram publicadas nas redes sociais pelo perfil Pelo Amapá. O vídeo mostra a movimentação na região durante a operação e a dimensão das estruturas utilizadas pelos garimpeiros, que tentaram deixar o local diante da chegada das equipes policiais.

Segundo a Polícia Federal, as dragas estavam instaladas em um trecho do Rio Madeira situado a aproximadamente 27 quilômetros acima da barragem da Usina Hidrelétrica de Jirau. As embarcações operavam sem autorização para exploração mineral e sem licenciamento ambiental.

Além das 20 dragas, os agentes inutilizaram três rebocadores, uma balsa utilizada no transporte de diesel, 37 motores industriais de grande porte, dez motores médios e quatro geradores industriais. Conforme a estimativa da PF, cada draga pode custar mais de R$ 4 milhões, o que evidencia o tamanho da estrutura financeira envolvida na atividade ilegal.

Durante a fiscalização, também foram encontrados mercúrio, armas de fogo e equipamentos utilizados na queima do amálgama, procedimento empregado na separação do ouro de outros materiais. Antes de inutilizar as embarcações, os agentes retiraram as substâncias tóxicas para evitar que fossem descartadas diretamente no rio.

A investigação aponta que a presença das dragas na região já era identificada por imagens de satélite desde abril de 2025. Os registros também revelaram mudanças na localização das embarcações e alterações nas margens do Rio Madeira, provocadas pela exploração irregular.

As apurações continuam para identificar quem financiava a atividade, organizava a logística, fornecia o mercúrio e recebia o ouro extraído clandestinamente. Os responsáveis poderão responder por crimes como exploração mineral sem autorização, usurpação de bens da União, utilização irregular de substâncias tóxicas e associação criminosa.

A Polícia Federal explicou que os equipamentos foram destruídos porque não havia condições adequadas para transportá-los e armazená-los. A operação foi direcionada às estruturas sem autorização, preservando as áreas que possuem licença ambiental e título minerário válidos.